Tempo estimado de leitura: 3 minutos
O novo Cartão Nacional de Saúde passa a exibir o nome e o CPF do usuário no lugar do antigo número. A mudança foi anunciada nesta terça-feira (16) pelos ministérios da Saúde e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a previsão é que 111 milhões de cadastros sejam inativados até abril de 2026. Desde julho, 54 milhões já foram suspensos. Ele reforçou que pacientes sem CPF continuam sendo atendidos normalmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Para viabilizar a mudança, o ministério iniciou um processo de higienização do CadSUS, reduzindo os registros de 340 milhões para 286,8 milhões. Desse total, 246 milhões já estão vinculados ao CPF, enquanto 40,8 milhões permanecem em análise.
A expectativa do governo é que, ao final do processo, a base de usuários do SUS corresponda ao número de CPFs ativos na Receita Federal, estimado em 228,9 milhões.
O uso do CPF como identificador único permitirá integração entre o CadSUS e outros sistemas, como histórico de vacinas, medicamentos do Farmácia Popular e dados da Receita Federal.
Pacientes sem CPF poderão utilizar um cadastro temporário, válido por um ano, em situações emergenciais. Grupos como estrangeiros, indígenas e ribeirinhos continuam identificados pelo Cadastro Nacional de Saúde, considerado registro complementar.
Todos os sistemas de informação do SUS serão readequados para adotar o CPF, incluindo a Rede Nacional de Dados em Saúde e o Sistema de Informações sobre Mortalidade. O prazo de conclusão é dezembro de 2026.
De acordo com o Ministério da Saúde, o CadSUS também será integrado à Infraestrutura Nacional de Dados, permitindo cruzamento de informações com IBGE e CadÚnico.








