Prefeitura de Maringá não teve acesso a proposta de Londrina para levar time de vôlei, afirma secretário de Esportes

Em apresentação na Câmara de Maringá nesta quinta-feira (16), Paulo Biazon afirmou que Executivo entrou em contato diretamente com a Prefeitura de Londrina para ter acesso a proposta após o time maringaense, supostamente, ter se recusado a apresentá-la. Ainda conforme o secretário, vôlei é uma das modalidades “mais privilegiadas” com repasses do poder público e a equipe já recebe auxílio para o time principal de forma ‘indireta’.

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    A Prefeitura de Maringá não teve, ainda, acesso a suposta proposta da Prefeitura de Londrina para que o Sancor Maringá, equipe de vôlei que disputa a Superliga Feminina, transfira a operação para a Capital do Café a partir do ano que vem. A afirmação foi dada pelo secretário de Esportes de Maringá, Paulo Biazon, em apresentação na Câmara de Maringá nesta quinta-feira (16).

    O secretário foi convidado para apresentar aos vereadores ações desenvolvidas na pasta e foi questionado sobre o assunto. De acordo com Biazon, a Prefeitura de Maringá precisou entrar em contato diretamente com o Executivo londrinense para ter acesso ao papel. O Sancor, conforme o secretário, se recusou a apresentá-la.

    “Fizemos o levantamento, nosso prefeito Silvio Barros está em contato com o prefeito de Londrina para receber essa proposta que Londrina fez, porque nós pedimos essa proposta e o time (Sancor) não entregou, então estamos em contato direto, estamos aguardando uma ligação, para vermos essa proposta sobre o que podemos ajudar e melhorar”, disse Biazon.

    O imbróglio envolvendo a permanência do Sancor em Maringá teve início no fim de março. A equipe, que disputa a Superliga Feminina de Vôlei, alega ter recebido uma proposta da Prefeitura de Londrina para representar a cidade nas competições oficiais no ano que vem. A proposta é confirmada pelo Executivo londrinense, embora nenhuma das partes divulguem os valores. Em coletiva de imprensa no dia 27 de março, o técnico e gestor do clube, Aldori Júnior, afirmou que o time solicitou para a Prefeitura de Maringá R$ 500 mil por ano para seguir na cidade. O valor seria utilizado para custear despesas operacionais. Na ocasião, a Prefeitura havia prometido uma resposta até o dia 31 de março, o que não ocorreu.

    Vôlei é uma das modalidades “mais privilegiadas” com repasses públicos

    Ainda na apresentação, Biazon questionou informações que “circularam na imprensa” de que a Prefeitura não ajuda o vôlei profissional. Conforme o secretário de Esportes, a modalidade é ajudada de forma ‘indireta’ e ele ponderou a necessidade do município manter o equilíbrio na distribuição de recursos para outras modalides.

    “O vôlei sempre foi uma das modalidades mais privilegiadas na Secretaria de Esportes de Maringá, basta buscar os históricos. Hoje o vôlei recebe, diretamente, quase R$ 500 mil (por ano) da Prefeitura de Maringá e, indiretamente, mais R$ 350 mil a R$ 400 mil, então chegamos quase na faixa de R$ 1 milhão, enquanto tem modalidades esportivas que recebem R$ 25 mil por ano, nós tornamos mais justa e democrática essa distribuição de recursos e isso gera transtornos também. Estávamos em conversas, saiu a nota oficial para a imprensa e isso causou um grande transtorno. Eu não sou contra o vôlei, tenho meu esporte do coração, mas mostramos que todos os esportes são necessários. Nós precisamos atender a todas modalidades esportivas”, pontuou.

    Ainda conforme o secretário de Esportes, uma definição final sobre o tema deverá ocorrer na próxima semana.

    A fala de Biazon sobre o vôlei foi transmitida ao vivo na sessão da Câmara desta quinta-feira (16). Ela começa a partir do minuto 29 da transmissão:

    A reportagem entrou em contato com o Sancor Maringá, que informou que não irá se manifestar sobre o assunto.

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