Sancor Maringá quer R$ 500 mil anuais de aporte da Prefeitura para manter time de vôlei na Cidade Canção

Expectativa é que a diretoria da equipe, que disputa a Superliga Feminina, formalize as reivindicações em documento que será entregue ao município nesta sexta-feira (27). Recursos serviriam para cobrir custos operacionais com viagens, alimentação e apoio logístico para as atletas.

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    O Sancor Maringá Vôlei almeja receber, aproximadamente, R$ 500 mil por ano da Prefeitura de Maringá para manter o time, que disputa a Superliga Feminina, na Cidade Canção. O valor foi mencionado pela própria diretoria, em coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (27), no Ginásio Chico Neto.

    A equipe, que compete profissionalmente desde 2019, tem em mãos uma proposta da Prefeitura de Londrina para levar o time para a Capital do Café a partir do ano que vem. Embora não tenha mencionado valores, o técnico e gestor do Sancor Maringá, Aldori Gaugêncio Júnior, admitiu que, financeiramente, a proposta londrinense é “muito melhor” do que a equipe têm à disposição neste momento em Maringá.

    Atualmente, o Sancor não recebe incentivos financeiros da Prefeitura para a equipe profissional. Os repasses anuais, no valor de R$ 450 mil, precisam ser destinados exclusivamente para as categorias de base, através do projeto “Amavôlei”, que atende cerca de 400 atletas com idades entre 8 e 21 anos de idade.

    Todos os custos relativos ao time profissional que disputa a Superliga são custeados a partir de patrocínios privados. Entre as equipes da Superliga, as maringaenses têm a segunda menor folha salarial da competição, girando em torno de R$ 250 mil mensais.

    Conforme o treinador, os R$ 500 mil anuais serviriam para custear a parte operacional do clube. O valor, segundo Aldori, é suficiente para bancar viagens, alimentação, transporte e apoio logístico para as atletas no decorrer das competições em cada temporada.

    “Nós temos muita intenção de ficar aqui em Maringá, esse projeto existe aqui desde a década de 90, hoje o projeto atende mais de 400 crianças, então é muito mais do que só a Superliga e a gente tem essa intenção. Só que desde o ano de 2019 nós estamos na Superliga A, então todos os nossos colaboradores, eles são realmente colaboradores, eles recebem ajuda de custo.Técnico, auxiliar, assistente, estatístico, fisioterapeuta, todos eles têm suas profissões fora daqui e trabalham aqui em segundo plano. Todo mundo aceitou trabalhar por esse valor muito pequeno por um sonho. O nosso operacional hoje, que foi a nossa pedida ali para a Prefeitura, ela fica um pouco abaixo de R$ 50 mil por mês. Isso não inclui salários, pois o município não pode arcar com isso, mas paga viagem, alimentação, transporte, fisioterapia. Tendo esse recurso livre, eu consigo remanejar o que recebemos de patrocínio para pagar nossos profissionais”, explicou.

    De acordo com o diretor técnico da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de Maringá, Alisson Pereira, o município irá analisar as reivindicações da clube e ficou de dar um retorno na próxima segunda-feira (30). A tendência é que a Prefeitura atenda aos pedidos para que o Sancor continue na cidade.

    “Nós tivemos a reunião ontem, inclusive o prefeito Silvio Barros participou e ele falou boa parte do tempo com relação aos atendimentos, pediu pro Aldori que especifique o máximo possível as reivindicações e esperamos receber isso hoje. A partir disso, a Secretaria de Esportes, juntamente com o prefeito, vai analisar e ver o que é possível a Prefeitura atender. O prefeito não quer perder o time, ele deixou isso claro na reunião”, declarou Alisson.

    O Sancor Maringá tem até o fim da Superliga para responder ao convite da Prefeitura de Londrina. Ficou acordado entre as partes que nenhum negociação teria início antes do fim da atual temporada.

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