Os erros mais comuns ao usar um editor de vídeo (e como evitá-los)

Ferramentas de edição de vídeo permitem transformar gravações brutas em narrativas mais claras e envolventes, mas exigem planejamento e domínio dos recursos disponíveis.

  • Tempo estimado de leitura: 6 minutos

    A edição de vídeo permite a transformação de materiais audiovisuais em histórias coerentes e interessantes por meio de intervenções sobre o material filmado. O tipo de programa usado na edição de vídeo é chamado editor de vídeo, como também é chamado quem faz a edição.

    Um exemplo de editor de vídeo simples de usar é o Adobe Express, que permite combinar, eliminar e deslocar seções do material filmado, bem como remover ruídos de fundo e acrescentar trilha sonora própria ou da biblioteca de trilhas isentas de royalty do programa.

    O que você pode fazer com um editor de vídeo?

    Estes programas são dotados de diversos recursos, os quais te permitem realizar tarefas como:

    • Recorte e combinação de cenas
    • Introdução de transições entre as cenas
    • Eliminação de cenas ou redução de sua duração
    • Ajuste das cores
    • Aplicação de filtros
    • Remoção de elementos de áudio, como ruídos de fundo, bem como incorporação de outros, como música e narração
    • Incorporação de textos, como legendas

    O que pode dar errado no uso de um editor de vídeo

    Embora seja uma ferramenta poderosa para a criação de obras capazes de entreter, informar e emocionar, o editor de vídeo pode ser usado de formas equivocadas que minem o resultado. Por isso, trataremos a seguir de alguns dos erros mais comuns no uso de editor de vídeo e suas soluções.

    Falhas de planejamento e de seleção de material

    Alguns dos problemas que mais afligem as edições de vídeo têm causas que as antecedem. A não ser que tenha uma boa ideia do que deve ser feito, o editor expõe-se a tomar decisões incompatíveis com os resultados que busca e a fazer improvisações infelizes.

    Por isso, é recomendável que ele elabore um guia com uma estrutura básica da história que deseja contar. Ademais, é importante que o material bruto seja cuidadosamente avaliado antes do início da edição.

    Assim, seções cuja qualidade seja ruim (cenas com problemas de foco ou tremidas, por exemplo) podem ser identificadas e ou eliminadas ou selecionadas para a aplicação de medidas que possam corrigir seus defeitos.

    Falhas quanto à iluminação e à cor

    A iluminação e as cores contribuem enormemente para a legibilidade e o prazer estético das cenas, bem como para a identidade visual da obra.

    Por isso, é importante ajustar, quando necessário, fatores como temperatura, exposição, saturação e contraste para obter os efeitos desejados e evitar inconsistências que podem surgir.

    Áudio negligenciado

    Editores podem cometer o erro de subestimar a importância do áudio em relação à do visual. Embora explicável, isso pode impedi-los de avaliar criticamente a qualidade do áudio e de corrigir os problemas dele.

    Alguns dos problemas de áudio mais comuns são diálogos inaudíveis e sons de fundo que desviam a atenção do espectador ou mesmo sobrepõem-se ao diálogo. Além disso, é importante manter certa coerência auditiva, uma proporção constante entre como sons de diferentes tipos são percebidos. Um diálogo calmo não pode parecer baixo em uma cena e gritado em outro.

    Um fator importante para a boa qualidade de áudio precede a etapa de edição: trata-se da boa captação de sons durante a filmagem, com o uso de microfones e equipamentos de gravação de boa qualidade e adequados à situação.

    Durante a edição, é possível eliminar sons de fundo e acrescentar trilha sonora e efeitos sonoros que ajudem na condução da narrativa e no despertar de emoções. Além disso, é possível fazer alterações para garantir a coerência auditiva da obra.

    Erros na duração do vídeo

    A duração do vídeo é um dos seus aspectos mais importantes. Se muito longa, poderá perder o interesse dos espectadores; por outro lado, se for um vídeo muito curto, poderá parecer elíptico e inconclusivo. O mesmo vale para as cenas individuais, que podem parecer arrastadas ou sumárias.

    É importante que o editor saiba cortar sem piedade o que é redundante ou desnecessário e simultaneamente conserve o que é relevante para a história sendo contada. Comparar versões diferentes para ver qual delas é a melhor pode ajudá-lo a decidir o que cortar e o que manter.

    Cortes desconexos

    A realização de cortes em pontos mal escolhidos pode criar desconexão entre as cenas, fragilizando a percepção de continuidade da história e criando percepção de fragmentação.

    Em suma, as transições, se bem usadas, são poderosas ferramentas narrativas e acrescentam criatividade à obra, mas, usadas do exagero, dão impressão de fragmentação e distraem e confundem os espectadores.

    Portanto, é importante selecionar pontos de corte e formas de transição que favoreçam a fluência da narrativa e permitam manter o ritmo escolhido.

    Escolha equivocada de editor de vídeo e ignorância de seus recursos

    Usar um editor de vídeo inadequado aos propósitos do editor ou desconhecer os recursos que ele oferece pode inviabilizar a realização de um bom trabalho de edição. Alguns editores podem não ter recursos de que o editor precisa ou serem muito complexos.

    É importante pesquisar as características de um editor de vídeo antes de escolhê-lo e dominar o uso de seus recursos antes de usá-lo na edição de trabalhos importantes. O uso de tutoriais e o treino com o programa contribuem para a obtenção de domínio das ferramentas à disposição.

    Conclusão

    A boa edição de vídeos certamente é favorecida pelo uso de ferramentas de alta qualidade, mas não dispensa planejamento, sensibilidade e discernimento para identificar problemas e escolher soluções apropriadas.

    Equívocos como os que apontamos no decorrer deste texto podem prejudicar a qualidade de um vídeo, mas podem ser prevenidos ou corrigidos pela atenção e pelo tirocínio do responsável pela edição.

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