MP denúncia Jorge Guaranho por homicídio com “motivo fútil”

Imagem: Redes sociais

O Ministério Público do Paraná denunciou nesta quarta-feira (20), o policial penal federal Jorge Guaranho, pelo assassinato de Marcelo Arruda, guarda municipal e tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, em 9 de julho.

Segundo os promotores do MP, o homicídio teve um “motivo fútil”, fundamentado por preferência política-partidária.

Na semana passada, em 15 de julho, a Polícia Civil do estado concluiu que o assassinato de Marcelo Arruda não teve motivação política, e sim que ele cometeu o crime de causar perigo comum, porque outras pessoas que estavam na festa poderiam ter sido atingidas pelos disparos.

Essa decisão foi muito criticada por internautas, e o Ministério Público pediu mais diligências antes de se pronunciar oficialmente hoje, 20 de julho.

Clique AQUI para ler a denúncia na íntegra.

O MP discordou da Polícia Civil com relação a qualificação da motivação. A PC determinou “motivo torpe” e os promotores do MP disseram ter sido homicídio por “motivo fútil”.

“Entendemos que o motivo torpe precisa ter alguma vantagem econômica para o autor, o que não ocorreu”, “Entendemos que o motivo foi fútil, por ser flagrantemente desproporcional a reação do agressor”, disse o promotor Tiago Mendonça.

Segundo os promotores, o crime não pode ser enquadrado como “político” pela tipificação não existir no sistema legislativo brasileiro, mas que a motivação do assassinato foi ódio político.

Fonte: Canal do Youtube portal Metrópoles

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) está investigando a morte de Claudinei Coco Esquarcini, diretor da Associação Recreativa Esportiva Segurança Física de Itaipu (Aresf), onde o crime aconteceu. As investigações da polícia consistem em buscar se existe alguma possibilidade de ligação entre a morte de Claudinei e o assassinato de Marcelo.

Esquarcini foi encontrado morto no último domingo (17), em Medianeira, município próximo de Foz do Iguaçu. De acordo com as informações, Claudinei conhecia Guaranho, e teria sido o “responsável” por mostrar as imagens das câmeras de segurança da festa de aniversário de Marcelo Arruda ao policial penal federal.