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O Ministério da Educação (MEC) instaurou, nesta terça-feira (17), um processo de supervisão contra o curso de medicina do Centro Universitário Ingá (Uningá).
A medida, publicada no Diário Oficial da União, é uma sanção após o desempenho da instituição no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025 e impõe restrições imediatas ao funcionamento da graduação.
Na avaliação, a Uningá recebeu conceito 2, o que é considerado “baixo desempenho” pelo Ministério da Educação.
Medidas aplicadas
A sanção administrativa contra a Uningá é composta por um conjunto de limitações operacionais e financeiras. De acordo com a portaria do MEC, a instituição está sujeita a:
- Redução de 25% nas vagas: O curso de medicina deverá diminuir sua oferta de novas matrículas em um quarto do total autorizado anteriormente.
- Suspensão de novos contratos do Fies: Fica proibida a entrada de novos alunos financiados pelo Fundo de Financiamento Estudantil.
- Impedimento de expansão: A instituição não poderá solicitar o aumento de vagas ou a abertura de novos polos de ensino para o curso em questão enquanto durar a supervisão.
A avaliação
As punições são resultado da nova metodologia de avaliação do governo federal. O Enamed funciona como uma vertente específica do Enade para a área da Medicina, com foco estrito nas Diretrizes Curriculares Nacionais.
Na edição de 2025, o exame avaliou 351 cursos em todo o País, utilizando 100 questões objetivas para medir a competência dos estudantes concluintes.
O processo de supervisão instaurado visa monitorar a qualidade do ensino e garantir que as instituições corrijam as fragilidades apontadas pelos indicadores de desempenho.
Além da Uningá, outras instituições que apresentaram resultados abaixo da média mínima estabelecida pelo ministério também foram notificadas.
Prazos e recursos
Agora, o Centro Universitário Ingá tem um prazo de 30 dias para apresentar sua manifestação inicial e entrar com recursos junto ao MEC. Durante este período, as sanções podem ser reavaliadas, mantidas ou, caso as falhas persistam, agravadas.
O Ministério da Educação reforça que o objetivo do monitoramento é assegurar a qualidade da formação médica no Brasil.
Até o momento, a Uningá não se manifestou oficialmente sobre as medidas aplicadas.








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