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A Prefeitura de Maringá não descarta a possibilidade do Parque do Ingá voltar a receber animais silvestres. A afirmação é do diretor-presidente do Instituto Ambiental de Maringá (IAM), José Roberto Behrend, que concedeu entrevista ao Maringá Post nesta sexta-feira (9).
A unidade de conservação passará por um processo de concessão das áreas de lazer. O edital, já finalizado pela Prefeitura, deverá ser lançado oficialmente na semana que vem. Atualmente, o Parque recebe cerca de 400 mil visitantes ao ano e tem custo médio de manutenção de R$ 230 mil mensais.
De acordo com Behrend, um modelo de zoológico, semelhante ao que o Parque já teve e foi desativado em 2007, não é mais possível ser implantado. Na época, o plano de manejo indicou que os animais de origem exótica precisariam de instalações mais adequadas, o que implicaria na derrubada de parte da mata para a construção de jaulas maiores, o que não é permitido por lei, por tratar-se de uma unidade de conservação ambiental.
No entanto, o gestor apontou como um modelo possível o mesmo que atualmente é implantado pelo Parque das Aves, em Foz do Iguaçu, onde a unidade recebe animais resgatados pelos órgãos de meio ambiente, que recebem cuidados e são gradativamente reinseridos à natureza. Aqueles que não têm mais condições de sobreviverem na mata são tratados no local que, como contrapartida à comunidade, oferece atividades de educação ambiental.
“Quando a gente fala em zoológico, a gente pode discutir de uma maneira mais técnica ou de uma maneira mais aberta, mas um zoológico da maneira como nós tínhamos com animais exóticos, com um objetivo exclusivamente de visitação e sem nenhuma educação ambiental atrelada, isso hoje, dentro do Parque do Ingá, não é possível. Mas, hoje, a gente tem experiências de muito êxito, como por exemplo o Parque das Aves, em Foz do Iguaçu. O Parque das Aves tem um caráter conservacionista, ele tem um caráter de educação ambiental, de uma área de suporte ao manejo da fauna, recebendo animais vítimas de crime, então algo nesse sentido não está fora do nosso olhar, dentro de alguns espaços específicos que a gente já tem ali dentro”, explicou José Roberto Behrend.
O diretor do IAM pontuou que qualquer discussão sobre o assunto, no entanto, precisará passar primeiro pelo futuro concessionário do Parque. “Qualquer tipo de discussão com relação a animais tem que ser atrelado a uma prática conservacionista e voltada à educação ambiental. Na verdade, isso é um item que nós deixamos aberto à possibilidade de discussão com o concessionário, então, se o concessionário entender que isso seja um potencial para estar atrelado, é algo que é possível que a gente discuta dentro da concessão”, afirmou.










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