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O prefeito de Maringá, Silvio Barros (PP), revelou que, a partir deste ano, a cidade passará a se preparar para implantação do conceito de carbono neutro em prédios públicos. A fala foi dada durante entrevista ao Maringá Post nessa quarta-feira (7).
Barros falou sobre o projeto de carbono neutro quando questionado pela reportagem sobre o “apagão das canetas”, fala dada por ele na segunda-feira (5), em entrevista para a Jovem Pan Maringá, ao citar o receio de servidores de carreira em emitirem pareceres sobre projetos, algo que teria contribuído para que algumas obras não saíssem do papel.
De acordo com o prefeito, projetos ligados a construções sustentáveis foram alguns dos que não saíram, no primeiro ano de mandato, por conta deste detalhe. O cenário tende a mudar em 2026, conforme o chefe do Executivo.
“Eu entendi que nós precisamos fazer construções, edificações sustentáveis para os prédios públicos e que é responsabilidade dos municípios contribuir para a mitigação dos efeitos climáticos, porque as consequências são muito graves para a gente. Então, eu determinei que a gente faria a contratação de prédios públicos carbono neutro ou carbono negativo, mas eu não consegui fazer, porque ninguém tinha feito isso na prefeitura até hoje e aí os engenheiros ficam inseguros sobre como é que faz isso. Então, por mais que o prefeito diga ‘mas eu quero que faça’, eles têm dificuldade, têm receio de fazer uma coisa que nunca foi feita. Quando a gente propôs alguns projetos inovadores, que nunca foram feitos antes, a gente percebe que há uma resistência. E aí, em grande parte, isso é porque tivemos alguns fatos, não é que o pessoal não tenha a coragem, a ousadia, não tenha a disposição de querer fazer coisa nova. É porque as consequências podem ser muito dolorosas”, destacou Silvio.
Conforme ele, agora com a aprovação da lei que autoriza os servidores a serem defendidos pela Procuradoria Municipal em casos relativos ao exercício da função, esses projetos tendem a ser destravados, incluindo o carbono neutro.
“A partir do momento que a gente conseguiu aprovar a lei que permite à Procuradoria defender o servidor quando ele está cumprindo com o seu dever, a gente entende que isso destrava o processo. E nós vamos ver muitos projetos inovadores, únicos, que o Maringá vai apresentar este ano, porque a gente vai ter gente disposta a fazer. Esses projetos vão começar a ser construídos este ano. Nós vamos ter edifícios com esse conceito a partir deste ano”, finalizou.





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