Maringá fecha 2025 com arrecadação de R$ 58 milhões em multas de trânsito

Número foi atualizado no Portal da Transparência da Prefeitura de Maringá nesta terça-feira (30) e supera a estimativa de arrecadação feita pelo próprio município, em janeiro, que era de R$ 54,4 milhões. Mais de 460 mil infrações foram cometidas por motoristas maringaenses apenas de janeiro a novembro.

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    Maringá fechará 2025 com uma arrecadação que ultrapassa os R$ 58 milhões em multas de trânsito. O dado foi atualizado no Portal da Transparência da Prefeitura Municipal nesta terça-feira (30) e supera a estimativa prevista pelo próprio município, em janeiro, para todo o ano, que era de R$ 54,4 milhões.

    De acordo com dados compilados pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Maringá (Semob), os motoristas maringaenses cometeram 462.141 infrações de trânsito apenas de janeiro a novembro. Na média, é como se o trânsito de Maringá registrasse 1 infração por minuto. Os dados de dezembro ainda foram disponibilizados pela Semob.

    O número arrecadado em 2025 já é superior ao de todo o ano de 2024. No ano passado, a cidade arrecadou R$ 48,2 milhões em infrações, também de acordo com o Portal da Transparência. Foram 465 mil autos de infração emitidos para os condutores da Cidade Canção no ano anterior.

    As infrações por excesso de velocidade em até 20% além do permitido (Art. 218) do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) lideram este número na cidade, com 301 mil infrações no ano. Quando o condutor não recorre e a infração é convertida em multa, o valor a ser pago é de R$ 130,16, além de quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por uma infração de natureza média.

    Em entrevista ao Maringá Post no dia 21 de novembro, o secretário de Mobilidade Urbana de Maringá, Luciano Brito, explicou a destinação dos recursos arrecadados com multas. Não é a totalidade dos recursos arrecadados com multas que ficam na cidade. Parte, por lei, precisa ser repassada ao Governo Federal. Dos recursos que cabem ao município, uma parcela precisa, obrigatoriamente, ser destinada ao Fundo Municipal de Trânsito, que converte o dinheiro para a realização de ações educativas.

    “Os recursos auferidos com a arrecadação das multas, com o pagamento das multas, ele é distribuído por várias entidades, mas a previsão de aplicação dos recursos ela está prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), então são ações educativas, a própria manutenção e estruturação da fiscalização, ou seja, dos contratos de radar que você tem e o aparato de fiscalização. Todo esse custo administrativo e dos contratos é pago com os recursos advindos das multas, que vai para o Fundo Municipal de Trânsito. Também são utilizados na sinalização das vias e na segurança das vias”, disse.

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