Tempo estimado de leitura: 3 minutos
Faltando cerca de 40 dias para o fim de 2025, a Prefeitura de Maringá já ultrapassou a meta prevista em arrecadação com multas de trânsito para todo o ano. Os números foram levantados pelo Maringá Post, a partir de uma consulta ao Portal da Transparência.
A previsão estabelecida ainda em janeiro para este ano era pela arrecadação de R$ 48,8 milhões em infrações. O valor, no entanto, já ultrapassou os R$ 50,6 milhões até o dia 19 de novembro.
O número arrecadado em 2025 já é superior ao de todo o ano de 2024. No ano passado, a cidade arrecadou R$ 48,2 milhões em infrações, também de acordo com o Portal da Transparência. Foram 465 mil autos de infração emitidos para os condutores da Cidade Canção no ano anterior.
Em 2025, os motoristas maringaenses já cometeram mais de 370 mil infrações de trânsito, de acordo com dados da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob). Na média, é como se fossem cometidas 1.400 infrações por dia ou 1 infração por minuto nas vias da cidade. Desse total, ao menos três mil condutores foram autuados, por exemplo, por uso de celular ao volante.
As infrações por excesso de velocidade em até 20% além do permitido (Art. 218) do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) lideram este número na cidade, com 237 mil infrações no ano. Quando o condutor não recorre e a infração é convertida em multa, o valor a ser pago é de R$ 130,16, além de quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por uma infração de natureza média.
Em entrevista ao Maringá Post, o secretário de Mobilidade Urbana de Maringá, Luciano Brito, explicou que não é a totalidade dos recursos arrecadados com multas que ficam na cidade. Parte, por lei, precisa ser repassada ao Governo Federal. Dos recursos que cabem ao município, uma parcela precisa, obrigatoriamente, ser destinada ao Fundo Municipal de Trânsito, que converte o dinheiro para a realização de ações educativas.
“Os recursos auferidos com a arrecadação das multas, com o pagamento das multas, ele é distribuído por várias entidades, mas a previsão de aplicação dos recursos ela está prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), então são ações educativas, a própria manutenção e estruturação da fiscalização, ou seja, dos contratos de radar que você tem e o aparato de fiscalização. Todo esse custo administrativo e dos contratos é pago com os recursos advindos das multas, que vai para o Fundo Municipal de Trânsito. Também são utilizados na sinalização das vias e na segurança das vias”, disse.






Comentários estão fechados.