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Foram confirmados três casos importados de malária em Maringá. Os pacientes estiveram recentemente em Angola, país considerado endêmico para a doença, conforme a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa).
Diante da confirmação, a Sesa encaminhou 60 ampolas do medicamento Artesunato para Maringá e também para Londrina. O fármaco é indicado para o tratamento das formas graves da malária.

Ao Maringá Post, a Secretaria Municipal de Saúde informou que acompanha os pacientes e segue os protocolos de vigilância epidemiológica. Segundo a pasta, os medicamentos enviados pela Sesa chegaram na tarde desta segunda-feira (22) e foram distribuídos pela 15ª Regional de Saúde.
O transporte foi realizado por via aérea, a partir de Curitiba.

Os pacientes estão internados em hospitais de Maringá e seguem sob acompanhamento médico. Um deles apresenta quadro clínico estável, enquanto os demais permanecem em observação.
O Artesunato endovenoso é considerado tratamento de primeira linha para malária grave, tanto nos casos causados pelo Plasmodium falciparum quanto pelo Plasmodium vivax, conforme protocolos internacionais.
A malária é uma doença infecciosa aguda que pode evoluir rapidamente sem diagnóstico e tratamento adequados.
Principais sintomas da malária
| Sintomas iniciais | Sintomas graves |
|---|---|
| Febre alta | Alteração da consciência |
| Calafrios | Convulsões |
| Tremores | Edema pulmonar |
| Sudorese intensa | Hemorragias |
| Dor de cabeça | Insuficiência respiratória |
Segundo a vigilância epidemiológica, o Paraná é considerado área livre de transmissão local da malária. Em Maringá, não há registro do mosquito Anopheles em área urbana.
A orientação é que pessoas com histórico recente de viagem para regiões com transmissão da doença procurem atendimento médico ao apresentar sintomas, para diagnóstico e início imediato do tratamento.









