Escola que motivou vídeo de prefeito algemado é novamente invadida, desta vez por homem em surto

Na manhã desta segunda-feira (1º), um homem em surto pulou o muro da Escola Municipal Ângela Virgínia Borin, no Conjunto Requião, em Maringá. Prefeitura diz que botão do pânico foi acionado e que “nenhuma criança ficou em risco”. Unidade é a mesma que foi vandalizada em julho e motivou vídeo de Silvio Barros (PP) e secretários municipais algemados.

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    Uma escola municipal em Maringá foi invadida por um homem em surto na manhã desta segunda-feira (1º), no Conjunto Requião. Trata-se da Escola Municipal Ângela Virgínia Borin. De acordo com um comunicado enviado aos pais dos alunos, o rapaz teria pulado o muro da instituição, mas não conseguiu adentrar a unidade por conta dos portões estarem trancados.

    De acordo com a escola, o botão do pânico foi acionado e Polícia Militar, Samu e Guarda Municipal compareceram ao local. Conforme uma nota oficial da Prefeitura de Maringá, o homem “foi localizado, imobilizado e encaminhado para atendimento especializado”.

    Ainda conformeo município, “assim que o indivíduo foi avistado, os portões da escola foram trancados, o botão do pânico foi acionado e a Polícia Militar, o patrulhamento tático da empresa responsável pelo sistema de monitoramento e o Samu foram chamados, chegando rapidamente ao local. As crianças foram imediatamente acolhidas em áreas protegidas e permaneceram em segurança durante todo o episódio”.

    A Prefeitura reforçou na nota que “nenhuma criança ficou em risco”.

    Escola é a mesma que motivou vídeo de prefeito e secretários de “mãos atadas”

    A Escola Municipal Ângela Virgínia Borin é a mesma unidade que, em julho, foi invadida e vandalizada por três menores de idade. Na invasão, os menores quebraram portas e janelas, além de terem danificado materiais didáticos e outros objetos.

    Na ocasião, o prefeito Silvio Barros (PP) gravou um vídeo ao lado de secretários municipais e diretoras, onde todos apareceram algemados. O recado, na época, era de que o poder público poderia estar de “mãos atadas” diante da falta de consequências aos envolvidos. O vídeo foi removido das redes sociais do chefe do Executivo após uma ação proposta pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), que o acusou de “propagar desinformação”.

    A reportagem questionou a Prefeitura de Maringá se o novo episódio de invasão implicará em um reforço nas estruturas externas da unidade. Por meio de nota, o município informou que as grades do estabelecimento de ensino seguem as normas de segurança e que mantém um plano contínuo de melhorias nas estruturas das escolas. Leia a nota do município na íntegra:

    “A Escola Ângela Vergínia Borin tem grades, conforme as normas de segurança, e os portões ficam trancados durante todo o período de funcionamento da unidade escolar. Além disso, a resposta rápida e coordenada em relação à situação registrada nesta segunda-feira, 1º, demonstra o preparo da unidade escolar e a eficácia dos protocolos de segurança estabelecidos. A Secretaria de Educação destaca que mantém um plano contínuo de melhorias na infraestrutura e na proteção das unidades escolares. Entre as ações previstas estão a revisão e o reforço de cercas e muros das unidades escolares, melhoria da iluminação externa, ampliação e manutenção do sistema de monitoramento por Circuito Fechado de Televisão (CFTV), patrulhamento integrado entre as forças de segurança, iniciativas de prevenção e convivência escolar, entre outros. Todas as intervenções seguem critérios técnicos e prioridades de vulnerabilidade, em articulação com outras secretarias e Conselho Municipal de Educação”.

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