Tempo estimado de leitura: 3 minutos
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) se prepara para oferecer denúncia contra quatro servidores públicos da Prefeitura de Maringá que são suspeitos de cobrarem propina de munícipes interessados em furar a fila das podas e remoções de árvores na cidade. Ao todo, a acusação será por 12 crimes de corrupção ativa.
Nesta quinta-feira (23), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a segunda fase da “Operação PIX”, que investiga crimes de corrupção praticados por servidores da arborização na cidade. A primeira fase da operação havia sido deflagrada em setembro do ano passado.
Na operação desta quinta (23), foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência de um empresário da cidade, suspeito de ter praticado crimes de corrupção ativa em ao menos 15 oportunidades. Segundo apurado, ele pagava propina a servidores públicos para poder furar a fila de protocolos de poda e remoção de árvores.
Durante o cumprimento do mandado, expedido pela 4ª Vara Criminal de Maringá, foram apreendidos celular, notebook e documentos. O material será periciado e deverá subsidiar as investigações. Ainda conforme o MP, ainda tramitam dois procedimentos investigatórios criminais decorrentes desta operação, que apuram mais 15 fatos suspeitos de enquadramento como crimes de corrupção.
Procurada pela reportagem, a Prefeitura informou que não irá se manifestar, por tratar-se de um fato relacionado a administração anterior.
Prefeito de Maringá durante o início da investigação, Ulisses Maia (PSD) se manifestou por meio de nota. Leia na íntegra:
O ex-prefeito de Maringá, Ulisses Maia, por meio da assessoria de imprensa, ressalta que a apuração referente à denúncia de propina no serviço de arborização foi aberta ainda durante a sua gestão, demonstrando o compromisso com a transparência e a ética.
Na época em que a denúncia foi recebida, a gestão municipal agiu de forma imediata e rigorosa. Os servidores de carreira acusados foram afastados preventivamente e um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) foi instaurado.
O ex-prefeito enfatiza que a própria gestão tomou a iniciativa de fazer a denúncia e abrir o processo, pois considera inaceitável qualquer forma de corrupção no serviço público. Ulisses Maia afirma que, até aquele momento, a administração não tinha conhecimento do suposto envolvimento de empresários no esquema. O rigor na apuração desde o início reforça a postura de não tolerar desvios de conduta, buscando a punição dos responsáveis e a defesa da moralidade administrativa.









Comentários estão fechados.