Em Maringá, alunos usam IA para criar capivara virtual que responde dúvidas no Instagram

Alunos do Colégio Estadual Brasílio Itiberê desenvolveram a mascote virtual Dona Itibéti, que responde a perguntas sobre horários, provas e eventos pelo Instagram da escola.

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    Consultar horários de aulas ou datas de provas deixou de ser tarefa do mural da escola e passou a caber a um chatbot no Instagram. No Colégio Estadual Brasílio Itiberê, em Maringá, um grupo de estudantes desenvolveu, com apoio de professores, a primeira assistente virtual da rede estadual implantada diretamente em uma rede social.

    O robô ganhou a forma da mascote da escola: a capivara “Dona Itibéti”. Vestida com as cores do colégio, ela responde a dúvidas sobre calendário escolar, eventos, matrículas e conteúdos de avaliações. O chatbot usa Inteligência Artificial (IA) para buscar informações em fontes pré-definidas, como o site da instituição.

    Veja um exemplo

    De acordo com o professor Zeck Ascensio, coordenador do projeto, o sistema já está em uso e vem sendo aprimorado com o apoio dos próprios alunos.

    “Qualquer pessoa pode interagir com a Dona Itibéti. Os estudantes testam as funções e ajudam a melhorar as respostas”, afirma.

    A iniciativa integra o projeto STEAM comVida, no qual cerca de 15 estudantes do Ensino Fundamental e Médio se reúnem no contraturno para explorar a aplicação da IA. Além do chatbot, eles produzem podcasts, vídeos, músicas e até receitas com auxílio da tecnologia.

    Para os alunos, a experiência representa mais do que inovação digital. “O professor nos apresentou a IA de uma forma diferente, mais interessante do que já conhecíamos”, conta Lorenna de Jesus, 15 anos. Fernando Palheta, 17, também vê na tecnologia uma ferramenta útil para o futuro. “Quero ser bombeiro, mas sei que a IA pode me ajudar nos estudos e na carreira”, diz.

    Segundo a Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR), projetos como o do Colégio Brasílio Itiberê fazem parte de um movimento de incentivo à inclusão digital nas escolas públicas. A rede estadual já oferta aulas de Robótica e Programação, além de recursos pedagógicos com suporte de IA.

    O impacto é visível na comunidade escolar, afirma Ascensio.

    “O clube de IA tornou os alunos mais participativos e mostrou que a escola pública pode ser protagonista em inovação. O futuro começa dentro da sala de aula”, ressalta o professor.

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