Conselho Regional de Medicina decide na segunda se dá mais prazo para adequações no HU de Maringá

18 de abril de 2019
Elisabete Kobayashi fala na posse da Superintendência do Hospital Universitário / Divulgação UEM

O Conselho Regional de Medicina (CRM) do Paraná vai decidir na segunda-feira (22/4), em reunião ordinária que vai ser realizada em Curitiba, se aceita o pedido de prorrogação do prazo feito pelo Hospital Universitário de Maringá (HUM) sobre a interdição ética do Pronto Socorro (PS).

Oficialmente, o prazo termina neste sábado (20/4). Na tarde desta quarta-feira (17/4), durante uma coletiva à imprensa no hospital, o representante do CRM de Maringá, Márcio de Carvalho, considerou que o pedido de prorrogação do prazo “é pertinente”, pois a interdição ocorreu num momento de transição da administração do HUM.

Carvalho acredita que o pedido de prorrogação do prazo até 20 de maio tende a ser aceito pelo CRM, mas a decisão oficial vai ser tomada apenas na segunda-feira (22/4). Se não aceitar a prorrogação, o CRM vai definir se aplica ou não a interdição do PS.

Em coletiva concedida no final da tarde desta quarta (17/4), a superintendente do HUM, Elisabete Kobayashi, explicou que várias ações foram adotadas para solucionar as falhas apontadas pelo CRM no mês de dezembro do ano passado.

Uma das providências adotadas, explicou a superintendente, foi o fechamento de uma escala na clínica cirúrgica com dois médicos plantonistas, um deles em caráter presencial.

Ela também destacou que para conseguir fechar a escala de 24 horas, foi preciso incluir a participação de alguns diretores do hospital.

A superintendente também afirmou que conseguiu agilizar o processo de internação na clínica cirúrgica. Agora, segundo Elisabete, nenhum paciente cirúrgico permanece mais do que 24 horas no Pronto Socorro.

Ainda segundo a superintendente, as enfermarias foram reformadas, com a revisão das instalações e a redução da capacidade de internação.

Ela também informou que um dos problemas difíceis de resolver é a falta de enfermeiros, que, mesmo diante da tentativa de contratação, não foram sanados. A dificuldade principal, segundo Elisabete, é que os salários oferecidos para contratações temporárias não têm atraído os profissionais.

No começo do mês, em entrevista, Elisabete destacou a necessidade de realizar um concurso para acabar com o déficit de profissionais do hospital, o que incluiu os serviços de enfermaria.

Outro problema apontado pelo CRM que permanece sem solução é a presença de pacientes nos corredores do Pronto Socorro. A solução é complexa, porque depende da ampliação do número de leitos e de uma forma mais eficiente de gestão para o internamento de pacientes, o que envolve a participação da Prefeitura de Maringá e do Governo do Paraná.