Defesa Civil contabiliza estragos do temporal em Maringá: são 127 árvores caídas, 34 sobre casas, carros ou portões. Parte do teto da UPA Zona Sul cedeu e atendimentos foram reduzidos

Por: - 15 de outubro de 2018
Equipes da Semusp retiravam árvore na Avenida Riachuelo, na Vila Operária, na manhã desta segunda-feira (Imagem/Murillo Saldanha)

Os estragos causados pelo temporal que atingiu Maringá no fim de semana ainda não foram totalmente contabilizados. Nesta segunda-feira (15/10), segundo a Defesa Civil, árvores continuam caídas em ruas da cidade. Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Zona Sul o atendimento permanece reduzido, enquanto na Associação Norte Paranaense de Reabilitação (Anpr) não há previsão para que algumas atividades voltem ao normal.

De acordo com a atualização mais recente do Formulário de Identificação de Desastres (Fide), da Defesa Civil, divulgado às 7h50, são 127 árvores caídas em Maringá. Dessas, 10  sobre residências, 12 sobre portões e 12 sobre veículos. Segundo o coordenador da Defesa Civil, Adilson Costa, os bairros mais atingidos são Conjunto Requião e Liberdade. No Jardim Tabaete algumas pessoas ficaram mais de duas horas presas dentro de casa por causa da queda de uma árvore.

De acordo com Adilson Costa, a Defesa Civil atendeu mais de 200 ocorrências desde sábado, porém o trabalho não terminou e ainda é possível perceber os reflexos do temporal na cidade. “Hoje, tem que estar tudo normalizado, mas o maior problema nesse momento é a falta de energia nas regiões”, disse. A previsão do instituto Simepar é de mais chuva para Maringá nesta segunda-feira.

UPA Zona Sul está com capacidade reduzida

Parte do teto da sala de medicação da UPA Zona Sul de Maringá cedeu com o temporal de sábado. O local tem capacidade para atender 30 pacientes e, no momento do alagamento, atendia 20 pessoas que foram transferidas para outros locais sem nenhum ferimento. O diretor da UPA, Welynton Antonio de Souza, explicou que a equipe médica está completa, mas como teve que remover móveis para outros locais, a capacidade logística foi afetada.

“Estamos atendendo com capacidade de 80% e até quarta-feira (17) o atendimento deve voltar ao normal. A parte externa já foi concertada e estamos aguardando a empresa de gesso para fazer a parte interna”, informou o diretor. Segundo ele, nenhum atendimento foi cancelado, mas cinco pacientes em observação foram encaminhados para o Hospital Municipal. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também remanejou dois pacientes para outros hospitais.

Welynton de Souza afirmou na manhã desta segunda-feira que, neste momento, a UPA não tem capacidade apara atender a demanda diária normal, que é de 600 a 700 pacientes. “Para não prejudicar o atendimento, a gente pede que a população só procure a UPA nesse momento se for necessário. Caso contrário, procure a UBS”, orientou.

Não há previsão de retorno das aulas na Anpr

Na Associação Norte Parananense de Reabilitação, o toldo lateral do prédio ficou destruído e até as 10h desta segunda-feira a associação não tinha conseguido mensurar qual o impacto causado pelo temporal. O setor administrativo, refeitório e cozinha foram atingidos pela chuva.

“Estamos começando a ligar os computadores para ver se estão funcionando. Acho que o estrago maior foi na questão de estrutura, na cobertura frontal e no telhado. A gente acha que três ou quatro computadores foram queimados”, afirmou a coordenadora financeira da associação, Edicleide Silvestre de Paula.

As atividades administrativas foram canceladas na instituição e, pelo fato de ser dia dos professores, os alunos não teriam aula nesta segunda. Segundo Edicleide, apesar das salas de aula não terem sido atingidas, o problema no toldo inviabiliza o retorno das aulas na terça-feira (16/10). Não há previsão de quando as aulas devem voltar ao normal para mais de 274 alunos.

A Anpr também atende cerca de 100 crianças na área social com habilitação e reabilitação e que também devem ficar sem atendimento. O setor de saúde é o único que funciona normalmente nesta segunda-feira na instituição. Mais de 300 pessoas recebem atendimento psicológico e outros serviços médicos no local.

O prefeito Ulisses Maia (PDT) esteve na Anpr nesta manhã e colocou à disposição uma equipe da prefeitura para fazer a retirada do toldo. A coordenadora da associação disse que o orçamento para reconstrução do toldo será feito ainda nesta segunda. Apenas depois do prejuízo ser contabilizado é que associação vai decidir se precisará de ajuda financeira.

Toldo da ANPR foi destruído pelo vento / WhatsApp

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