Protesto com buzinaço no centro de Maringá, pedido do Comando Militar do Sul e nada de acordo. Veja o andamento das manifestações no domingo

Por: - 27 de maio de 2018

Com o apoio de populares, caminhoneiros que participam das paralisações em Maringá realizaram mais um protesto com buzinaço nas ruas da cidade e se concentraram na praça da catedral na tarde deste domingo (27/05).

O movimento prossegue forte na cidade, com a suspensão do abastecimento nos postos de combustíveis, a escassez de gás nas revendedoras e a suspensão das aulas na rede municipal de ensino, em faculdades e na Universidade Estadual de Maringá (UEM).

A tendência é que a Ceasa também não funcione nesta segunda-feira (28/5). A central de abastecimento registra uma queda forte na comercialização desde a semana passada.

Na tarde de sábado, manifestantes assistiram a uma missa presidida pelo Arcebispo Dom Anuar Batistti.

A empresa TCCC e a Cidade Verde informaram que o transporte coletivo vai funcionar com os horários normais na segunda-feira. As aulas na rede estadual e nas escolas particulares também foram mantidas.

O Governo do Paraná tem anunciado que busca entendimento com os manifestantes para a liberação de produtos essenciais, como o gás de cozinha. No entanto, não há informações oficiais sobre a retomada no abastecimento.

Em nível federal, as informações disponíveis no começo da noite deste domingo (27/5) é que a reunião do governo com os líderes do movimento terminou sem acordo.

A Agência Brasil informou que o governo federal concordou em diminuir o preço do litro de óleo diesel em R$ 0,46 na bomba, mas não autorizou que o desconto seja válido por 60 dias, como tentou costurar em acordo o governador do Estado de São Paulo, que também informou ao governo que os caminhoneiros não concordaram a oferta.

Comando Militar do Sul pede apoio a manifestantes

Os atos do domingo coincidem com a manifestação oficial do Comando Militar do Sul, braço do Exército Brasileiro nos três estados do Sul. O pedido é para que os caminhoneiros liberem o abastecimento, principalmente, de combustível. O insumo é o primeiro a afetar a maioria da população.

Em algumas grandes cidades da regão sul, também há preocupação com a dificuldade de acesso de produtos usados no tratamento da água. Veja o vídeo oficial.

 

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