Após corte de dez linhas do transporte coletivo no domingo, TCCC e Cidade Verde vão operar normalmente na segunda. Defesa Civil negocia liberação de gás de cozinha

Por: - 27 de maio de 2018

O transporte coletivo em Maringá trabalha com a frota reduzida neste domingo, com dez linhas a menos em operação. A medida de retenção foi adotada para diminuir o consumo de óleo diesel. O abastecimento dos ônibus foi prejudicado pelas manifestações dos caminhoneiros, que chega ao sétimo dia.

Para segunda-feira, conforme informou o jornalista Angelo Rigon, a Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC) vai operar normalmente em Maringá. A empresa Cidade Verde, do mesmo grupo, também garantiu a operação de 100% da frota que atende o transporte metropolitano em Sarandi, Paiçandu, Doutor Camargo, Ivatuba, Floresta e Itambé.

Com o prosseguimento das manifestações na região, os postos de combustíveis de Maringá continuam desabastecidos e sem previsão de normalização para o fornecimento de etanol e gasolina. Diante da situação, vários serviços correm o risco de serem prejudicados a partir de segunda-feira.

Devido a escassez de etanol e gasolina, o transporte por meio do aplicativo Uber, por exemplo, segue com o preço bem mais alto do que o praticado normalmente.

Defesa Civil negocia liberação de gás de cozinha

Com a crise dos combustíveis e sem previsão de reposição dos estoques de gás de cozinha, a Prefeitura de Maringá suspendeu as aulas na rede municipal de ensino e algumas faculdades, incluindo a Universidade Estadual de Maringá (UEM), também decidiram paralisar as atividades.

Por meio de nota de esclarecimento, divulgada na tarde deste sábado (26/5), a Defesa Civil do Paraná informou que negocia com os manifestantes a liberação de itens de primeira necessidade. A maior preocupação no momento é com o fornecimento de gás de cozinha.

Em Maringá, por exemplo, os estoques das empresas revendedoras de gás GLP acabou na quarta-feira (23/5).

Para outras cargas especiais, a Defesa Civil iniciou na sexta-feira (25/5) a distribuição de adesivos para garantir que os caminhões não sejam bloqueados pelos manifestantes.

A Prefeitura de Maringá instalou neste sábado um comitê gestor de crise para acompanhar a situação e garantir o funcionamento de serviços essenciais, como a coleta de lixo e o atendimento nas unidades de saúde.

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