No bairro onde moro a mais ou menos vinte anos atras – Eu e uma turma da mesma idade nos reuníamos no campinho de futebol de barro que hoje é um conjunto habitacional com centenas de moradores. Eu tinha lá meus 13 anos e outros beiravam a faixa dos 15 a 19.

Estudávamos na mesma escola a famosa “Escola Municipal Odete Alcântara Rosa” Todos com poucas exceções,terminaram todo o seu colegiado ali. Estudávamos no turno diurno – isso facilitou os encontros depois das aulas.

Passei pelo Odete e fiz amizades que perduram até hoje. Galeras que faziam planos ja na tenra idade. da minha turma tinha tinha uns caras que curtiam esportes, outros, matérias  de disciplinas de humanas.

Eu me apaixonava sempre por garotas erradas e que nunca iam com minha cara. Convenhamos, nunca tive vocação para bonitão ( não pegava ninguém). Eu era daqueles caras magricelas desajeitados, porem com um dom de fazer bom amigos.

Mas eu fui um dos primeiros a sair da pré- histórica escolinha. Fui transferido para mais de um colégio, mas vou me retratar somente em alguns devido ícones que passaram em minha história rápida como um rojão. Passei por um semestre apenas no “Colégio Estadual Tancredo de Almeida  Neves” ( o tancredão). Para lá migraram grande amigos também. Ali a coisa era mais pesada- conheci Uns atletas outros desenhistas- todos com capacidades singulares.

Saindo de lá fui para “Colégio Estadual Branca da Mota Fernandes”. E foi lá que minha vida cruzou com as de pessoas mais importantes na minha trajetória. Eu não era bom em Educação Física ou exatas muito menos –  Mas dominava disciplinas como Geografia e História. As paixonites continuaram acontecendo. Costumo dizer que tenho dedo podre para as coisas do coração.

Eu odeio Matemática,mas foi nesse colégio em especial que conheci um professor que conseguiu colocar técnicas e regras de três na minha mente. Sem esse velhote que me ensinou Matemática e suas armadilhas  não sei onde estaria no dia de hoje escrevendo em uma coluna que criei para passar o tempo.

E foi por ironia do destino que entrei para a faculdade de Jornalismo – Lá encontrei amigos de infância. A maioria do Tancredão. Não pude terminar o curso, mas planejo meu retorno.

 

 

Essa Crônica Ofereço em Memória de Geraldo Trajano – Diretor e professor do Colegio Estadual Branca da Mota Fernandes

 

Luiz Renato Vicente é acadêmico de Filosofia da UEM (Universidade Estadual de Maringá). Vencedor de duas Edições do Prêmio Melhor Leitor do Ano pela Rotary Club Internacional e Semuc. 2017 ( 2º lugar) e 2019 ( 1º lugar) na categoria adulto. Autor do Livro Desamparo ( Micro-Contos) Pela AR Publisher Editora.

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