Às vezes perder é o significado mais claro de ganhar. É técnica divina qual  tatuagem não sabe calcular. Calor que sucumbe a vontade de morrer na praia, deserto mutuo que acorrenta nossas insistências. É como o sussurrar do sabiá ou o castelo do João de Barro. Você se prende numa jaula de ressentimentos

Quem não chorou uma lagrima quer seja por motivo fútil não é digno de receber da elegância de ver a beleza de Amadeo. Quase nunca conhecido ou integral. Pintura e estilhaços de cigarros. Avenida escura, vinho barato circula de mão em mão dos amigos. Ali é o desabrochar da aurora. Medicamento para o movimento circular que não leva a destino algum. Ver o dia raiar ao som do violão. Posto fosse a Metamorfose de Kafka. Mas a ilusão é a margem para o maremoto. Transforme-se no monstro de desejas, e distingues da doçura de se auto sabotar (que não se trata de um assalto), mas colide com nossas dores mais intimas.

O momento certo de que se preocupa o filosofo é o começo. Acaso inicie mal o movimento fracassará durante todo o percurso e o percurso é a conquista da Felicidade.

A isto se chama qualidade; ponderação. Perdoar a si mesmo. E se deliciar com a sorte de ter nascido.

 

 

 

 

 

Luiz Renato Vicente é acadêmico de Filosofia da UEM (Universidade Estadual de Maringá). Vencedor de duas Edições do Prêmio Melhor Leitor do Ano pela Rotary Club Internacional e Semuc. 2017 ( 2º lugar) e 2019 ( 1º lugar) na categoria adulto. Autor do Livro Desamparo ( Micro-Contos) Pela Editora AR Publisher Editora.

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