Clara tece o minuto com arte manuscrito. Cítara toca o noturno esculpido intacto. Beijos norteiam a mesma estúpida que rejeita. Só espero do beijo aurora um diminuto.A voz da casa impregna em meus ouvidos um som de qualidade estranha ao meu gosto e sossego. Se parece mais ao cântico de uma ladainha ladra do meu nexo. Perpassa sem deixar garantias minha singularidade. Desejo ouvir o som do mundo todo a esse repertório monótono e me empenhar em ser superior a minha iniquidade. Pra aniquilar de vez com antes-sala da velhice que me encontro, proponho o estrondo, a queda do ser antiquado que revejo todo dia no espelho em dialogo consigo e em lampejos variados.

Luiz Renato Vicente é acadêmico de Filosofia da UEM (Universidade Estadual de Maringá). Vencedor de duas Edições do Prêmio Melhor Leitor do Ano pela Rotary Club Internacional e Semuc. 2017 ( 2º lugar) e 2019 ( 1º lugar) na categoria adulto. Autor do Livro Desamparo ( Micro-Contos) Pela Editora AR Publisher Editora.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here