Maio ao seu termino deixou a votação do novo código florestal como registro, não obstante polêmicas evocadas ecoam ainda sem respostas claras. Opiniões fechadas e difusas são símbolos da inconstância em debandada.

Dois debates

A bancada ruralista exige mudanças alegando a necessidade de extensão de terras havendo crescente demanda na produção de alimentos e ainda em escala mundial.
Ambientalistas de outro lado, afirmam que áreas já exploradas fazendo uso de tecnologias sustentáveis no âmbito da pecuária e agricultura são auto-suficientes para a mesma produção e manutenção.
O projeto de Rebelo
Visa estender o uso de APPS (áreas de preservação permanentes) se enquadram no quesito terrenos vulneráveis em zonas particulares e urbanas, margens de rios, encostas em declive, pico de morros, matas e rios com risco de deslizamento ou enchentes.
O mesmo projeto prevê ainda a isenção de pequenos produtores de recomporem reservas legais (destinadas a preservação da biodiversidade natural, animal, da fauna e da flora).

Polêmica 1: Há a pressa por parte da bancada ruralista em favor da sanção do projeto e que atenua em contraposição ao posicionamento de especialistas.
Os especialistas defendem por sua vez, melhorias, atualizações do projeto desenvolvido pelo deputado.

Polêmica 2: Organizações em prol do meio ambiente alertam para a corrida dos desmatamentos e o déficit proveniente ao ciclo das chuvas e da própria biodiversidade.

Polêmica 3: o projeto pode ficar com responsabilidade a cargo de cada estado que detenha em suas fronteiras áreas com APPS. Nessas intermediações são construídas casas de veraneio, e os governos desses estados poderão concorrer a concessões fiscais para obras de construção civil.
O código em sua imanência deve estabelecer limites e parâmetros para a preservação de vegetação e punições a quem desmata. Regulamenta desde 1965 a exploração de terras brasileiras.
A dúvida recai sobre os ombros do perfil dos taxados “pequenos produtores” certamente com cara de empreiteiros. Outra incorre as vistas aguçadas de empresas estrangeiras interessadas na capacidade natural de geração de lucros através da exploração da madeira.

A terceira tem um Q bíblico… O mundo vai acabar em água, fogo, ou em seca???

Luiz Renato Vicente é acadêmico de Filosofia da UEM (Universidade Estadual de Maringá). Vencedor de duas Edições do Prêmio Melhor Leitor do Ano pela Rotary Club Internacional e Semuc. 2017 ( 2º lugar) e 2019 ( 1º lugar) na categoria adulto.

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