Olhei para a partilha registrada na mesa onde cristo dividiu um pedaço de seu coração com ternura… Em volta da mesa simbólica seus apóstolos consumiam da carne e do sangue. Senti-me convidado a olhar com particularidade seu ato redentor. Cada ação sua era aspirador, era seu legado sendo constituindo.

Havia ali transcrito a memoria a apatia a cura das almas necessitadas de pão. O alimento espiritual que transpassa a razão do crente. Seu olhar continha serenidade… Educava com suave abordagem aqueles que se aproximavam de dele… Assim fazia o convite “siga-me” como na premissa de Sócrates “Conhece-te a ti mesmo” ou, mas ousadamente “diga com quem tu andas que direi quem tu és”. Mas a Filosofia não se basta sem o choque com a palavra do Cristo.

A mesa é o singular da unidade. E a unidade é a delação do caráter. A cada vez que encontro em minha frente o quadro da santa ceia reconheço o tamanho de cristo que salva que livra que ama.

Costumo dizer no indicativo que Cristo tem as mãos pesadas que no seu sentido pleno significa que tudo pode a quem tudo crê. Reservo-me na definição da cena, pois aprendi que cada um tem sua experiência peculiar com o criador.

Mas no mínimo há que se admitir que a sua natureza encanta. Havia partilha da virtude… Mas eu continuo olhando e cada olhar uma nova descoberta… Sinto-me adotado por um pai que não se compara.

 

Luiz Renato Vicente é acadêmico de Filosofia da UEM (Universidade Estadual de Maringá). Vencedor de duas Edições do Prêmio Melhor Leitor do Ano pela Rotary Club Internacional e Semuc. 2017 ( 2º lugar) e 2019 ( 1º lugar) na categoria adulto.

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