É intragável o gosto da memória. Oratória, partícula, película.

Essa que caminha ao meu lado…

Por oficio, antiquado.

Eu quero ela, morte silenciosa dos meus gestos…

Caricia mutua do perigo…

Já que me  acostumei a calçar os velhos sapatos

E abracei o inimigo decrepitamente…

Quero minha força como a de antes.

Cheio de coragem ante estupidez…

Guardo os medos que sentia… E dou de cara comigo mesmo enjoado ser quem eu sou.

É o encanto que produz cenários… O embate custa e não tem como fuga.

Foi assim que desci do morro do desassossego… Cruzando a ala norte da pela noite.

Ignorando minha patologia eu sigo…O paliativo que alimento transpira energia

 

 

Luiz Renato Vicente é acadêmico de Filosofia da UEM (Universidade Estadual de Maringá). Vencedor de duas Edições do Prêmio Melhor Leitor do Ano pela Rotary Club Internacional e Semuc. 2017 ( 2º lugar) e 2019 ( 1º lugar) na categoria adulto.

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