As imagens nunca mais serão as mesmas. Olhadas da sacada, do perímetro urbano, dos vales mitológicos donde surgirão os mais resolutos sistemas e convenções. Lá onde a estrutura base dita às regras e nutre corporações, urge do lodo o antídoto feroz que combali a ótica capitalista. Tão conformista quão destrutiva se equiparada à construção dos romances derradeiros de Shakespeare.

É trágico observar como correm feito baratas sem norte, como fecham suas guardas diante a apoteose com cara de apocalipse. Mas nunca como um 1º de Maio ou a queda da Bastilha. Nunca como a velocidade das webs ou a hipocrisia patriótica, que na verdade se restringe a movimentos de segregação desnuda.

No meio desse turbilhão de acontecimentos que aos poucos fragmenta a U.E (união européia) certamente não haverá lugar compensatório para os povos de uma áfrica esfomeada e assaltada, para uma Índia desiludida, para uma Guiana desarticulada e esquecida no alto dos trópicos.

Me pergunto se no auge dessa alegoria há de surgir, como após a queda do império romano pela tomada Turco Otomana , quem desbrave o novo mundo com o objetivo lúdico de pilhar riquezas no ato de fincar sua bandeira em terra habitada, tomando como seu e distribuindo em autarquias .

Por enquanto a Wall Street mais próxima fica no bolso do vizinho desempregado que protesta sem muitas esperanças frente à inchada taxa de impostos.

Infelizmente todo o barulho é ainda um tiro no escuro.

Luiz Renato Vicente é acadêmico de Filosofia da UEM (Universidade Estadual de Maringá). Vencedor de duas Edições do Prêmio Melhor Leitor do Ano pela Rotary Club Internacional e Semuc. 2017 ( 2º lugar) e 2019 ( 1º lugar) na categoria adulto.

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