Uma taça de querosene para começar… Uma tinta multicolor no mata-borrão da alma cristalina. Suas telas envernizadas a óleo… Seu insucesso quase surreal. O amor não era seu forte posto que se concentrava em suas obras…Para uns era louco… Para si não bebia soliloquio o absinto suspendia o ódio de viver.

Sua patologia se equipara a de um esquizofrênico, (mas era bipolaridade) à diferença era que seu foco e fonte de resistência era a arte. Correu adentro a plantação de girassol; de pés descalços trilhou seu destino… Cuspir no mundo a podridão e o escarnio de quem vive a solidão.

Vamos brindar a sorte de quem não tem motivo pra sorrir. Vamos tilintar os restos de um bordão. Soar o sino da tropa a gerir, trapos de gente pronta para o pelotão.

Um mundo pode caber nas mãos de qualquer forma se modelada com doses de empatia. Granir feito um animal sentindo fome…

Vicente Van Gogh engolia tinta e chumbo. Oque será que se passava naquele coração? Quantos disparates, quanta pancada da vida…

Morreu aos poucos, era previsível em consonância ao seu estilo de vida. Mestre do Pós Impressionismo deixa sua marca nas mais badaladas feira de arte.

Pintou a natureza humana exausto de produção. E porque não lembra-lo em meio à multidão e seu corte no lóbulo da orelha esquerda… Um enredo triste um corte sem norte.

 

 

Luiz Renato Vicente é acadêmico de Filosofia da UEM (Universidade Estadual de Maringá). Vencedor de duas Edições do Prêmio Melhor Leitor do Ano pela Rotary Club Internacional e Semuc. 2017 ( 2º lugar) e 2019 ( 1º lugar) na categoria adulto.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here