Cresci  com  minha mãe dizendo que cavalo dado não se olha os dentes. E quando ia ganhando certa idade percebi que o pouco em nossas mãos é como joia encontrada  num fundo fosso.

Queria ter um bom emprego, e um similar salário, e como na estratagema de Max Weber “ Tempo é dinheiro” “crédito também”. Seu nome limpo na praça vale mais que seu carro importado com documentos atrasados.

Por quatro anos tive de me virar com menos de um mínimo por mês. Mas se quer saber, foi o mais saboroso período de minha vida. Uma porque estava cercado de profissionais com mais de vinte anos de casa… Outra pela apreciação que me foram transmitidos. Meu pagamento é do tipo malquisto. Alguns coitados nunca vão apreender os segredos  de uma interlocução com uma equipe de trabalho.

É fácil quebrar a cara quando se absorve os dejetos da sociedade. Não somos nada pra ninguém (apenas para os pais) e você é que é o responsável pela saúde de sua  saúde da sua conta bancaria.

Preciso dizer finalmente… Dê valor ao mínimo que tens ( eles podem ser uteis num momento oportuno).

Exercitando a  fé  abandonando os ídolos de carne osso é que afinal de contas o dilema weberiano tem sua máxima pertinente…Por assim dizer subentendido são constituídos as regras desse jogo chamado vida.

Luiz Renato Vicente é acadêmico de Filosofia da UEM (Universidade Estadual de Maringá). Vencedor de duas Edições do Prêmio Melhor Leitor do Ano pela Rotary Club Internacional e Semuc. 2017 ( 2º lugar) e 2019 ( 1º lugar) na categoria adulto.

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