Ouvia o som do trem sempre nas madrugadas de domingo. E quando acordava não tinha condições de pegar no sono novamente do ponto em que parara. Rômulo era tuberculoso e morava sozinho. Tomava remédios, mas não respeitava a receita recomendada pelo médico.

Turrão e no ímpeto de uma decisão resolveu abandonar a residência… No auge de seus 32 anos transitar sem rumo é um  desafio um tanto arriscado. Então vestiu  seu terno mais novo, engraxou os sapatos antigos e se conformou que precisava de uma vida melhor.

Morou ali em Natal por 4 anos e com cautela quis retomar os estudos o mais longe que fosse daquele lugar…Foi quando pesquisando descobriu o curso compatível  com suas aptidões migrou para Brasilia.

Longe de tudo, aprendeu a desacostumar… Um exercício pusilânime para quem tem opinião gestada a base de muito raciocínio.

Com poucos pertences ( Só o essencial) coisas que cabem em uma mochila, embarcou no primeiro ônibus sentido capital… Sem amigos e sem perspectiva conseguiu um emprego de  vigia noturno de um condomínio. Nas horas vagar estudava por conta própria. Uma de suas metas era cursar ensino superior.

Depois de muito cansaço devido a labuta do pequeno emprego e pouco salario, passou no vestibular em uma universidade publica.

E foi lá já no primeiro dia subindo uma das rampas da universidade que esbarrou em uma garota com sua mesma faixa etária.. A moça caiu no chão porem caiu de mãos dadas com Rômulo. E o mais importante detalhe, ambos eram da mesma turma. Raquel era o nome  dela. Cabelos castanhos e olhos verdes. foi irresistível para o rapaz.. Quando teve oportunidade se aproximou da garota  propôs que ela deixasse se conhecerem. logo assumiram um promissor compromisso… Moral da  história, e nem alongar a composição”que possamos chegar ao nosso destino cheio de sabedoria para encarar as viagens que só o amor  e ao coragem podem contemplar” Basta reconhecer o trem que quereis embarcar..e encerrar o ciclo com a ternura da realidade muitas vezes insana..

Luiz Renato Vicente é acadêmico de Filosofia da UEM (Universidade Estadual de Maringá). Vencedor de duas Edições do Prêmio Melhor Leitor do Ano pela Rotary Club Internacional e Semuc. 2017 ( 2º lugar) e 2019 ( 1º lugar) na categoria adulto.

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