A voz da casa impregna em meus ouvidos um som de qualidade estranha ao meu gosto e sossego. Se parece mais ao cântico de uma ladainha ladra do meu nexo. Perpassa sem deixar garantias minha singularidade. Desejo ouvir o som do mundo todo a esse repertorio monótono e me empenhar em ser superior a minha iniquidade.Pra aniquilar de vez com antessala da velhice que me encontro, proponho o estrondo, a queda do ser antiquado que revejo todo dia no espelho em dialogo consigo e em lampejos variados. Como no amor temático de Schopenhauer, um efeito de paixão como apetite. Ou na evocação de Santo Agostinho em suas Confissões a Deus e sua soberania.Depois de uma calorosa leitura o sono como sinal de resposta retornava as investidas da arte e dos poetas.

Luiz Renato Vicente é acadêmico de Filosofia da UEM (Universidade Estadual de Maringá). Vencedor de duas Edições do Prêmio Melhor Leitor do Ano pela Rotary Club Internacional e Semuc. 2017 ( 2º lugar) e 2019 ( 1º lugar) na categoria adulto.

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