É impossível agradar a gregos e troianos. Compreendamos de uma vez. Por hora, passo a passo, o humano tem necessidade de expansão como sujeito criativo, que se reinventa… A esta capacidade pode se atribuir o título de sobrevivência, ante um mundo subjetivo que para enfrentar o maior dos desafios ( vencer a si mesmo) se entrelaça a malha que é constituído o mundo exterior.
O Pensador de Rodin explicita claramente o que é ação, e em Nietzsche, parte da aceitação da natureza. O humano em contato com a arte, quebra as raízes resistentes da razão, com a semiótica ou ainda com os arquétipos de Jung.
Rodin em sua postura reflexiva demostra o quão é a força do silêncio…O silêncio é um escudo … O silêncio é um argumento… O silêncio é uma resposta ao mundo que esmaga o sujeito na condição de pessoa. Oliveira Bruno trabalhava em uma empresa de materiais para construção. Pegava no batente como separador e as vezes como entregador. Os funcionários, eram submetidos a acompanharem a página online do gerente da empresa, mas quem tivesse uma opinião contraria a do chefe era dispensado do emprego. Os funcionários não podiam pensar… Era proibido qualquer postura de resistência… Oliveira tinha 19 anos e adorava Billie Holiday…Administrava um blog com um bom número de seguidores…Já sabia que o humano não depende do outro para a condição de existência seja corrente. Mas na empresa tomava medidas cautelosas. E observava tamanho recuo dos amigos de trabalho… Mas Oliveira estava cada vez mais frustrado com a ditadura da informação… Até o dia em que pediu licença para falar ao gerente inquisidor … E foi enfático, reportou o fato de não gostar da ordens delegadas aos funcionários de ter como obrigação ler diariamente os prenúncios do gerente que não era tão mais velho que Oliveira. A empresa era uma herança. Isso já se sabia… inquisidor e foi enfático então  lançou uma proposta ao seu encarregado. Ou ele muda a política de informação de seus colaboradores ( deixando el es darem opiniões) ou todos iriam pedir para sair e migrar para outro ambiente de trabalho. Tinha uma tatuagem de O pensador de Rodin no braço esquerdo. Mas o gerente tendo seu orgulho ferido não permitiu qualquer fosse atitude do jovem crítico. Mas Oliveira não deixou barato e se ingressou em um curso de Publicidade. Ali se encontrou como redator… Passou a escrever seus contos e crônicas. Depois da saída de Oliveira da empresa de materiais de construção, mais da metade do quadro de funcionários pediram pra sair, os demais adoram o silêncio como arma de protesto.

Luiz Renato Vicente é acadêmico de Filosofia da UEM (Universidade Estadual de Maringá). Vencedor de duas Edições do Prêmio Melhor Leitor do Ano pela Rotary Club Internacional e Semuc. 2017 ( 2º lugar) e 2019 ( 1º lugar) na categoria adulto.

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