Você não para em frente às vitrines iluminadas pelo devaneio do comércio pra contabilizar a semelhante ligação do encharpe aveludado com desconto à crescente escassez dos recursos básicos de saneamento .
Você não crê que o acesso a água potável ao trigo e até mesmo ao arroz diário são variedades distantes em pouco além da área fronteiriça quando bebe sua cerveja na areia da praia acreditando ter feito o suficiente pela harmonia a sua volta.
Você não briga se a calamidade da fome desagrega a personalidade humana reduzindo-a a mentalidade de um animal a silvo desconcertante a ponto de seus instintos primários serem despertados no liame da mais pura inanição.
Anualmente o Brasil desperdiça 26,3 milhões de toneladas de alimentos ano durante o processo de preparo e embalagem do produto.
Hipermercados atingem 2 toneladas por mês em desperdiço de alimentos úteis ao consumo, mas não a venda.
64% do que se planta no mundo se perde entre a colheita e o transporte e em hábitos alimentares.
Uma família de classe media joga fora em média 182,5 kg de comida por ano.
925 milhões de pessoas no mundo dormem com fome enquanto 30 mil vêm a óbito.
A extremidade reveza aos coniventes desvios de recursos internacionais remanejados a compra de armas, reformas agrárias e agrícolas insuficientes, inerte distribuição de renda, divida externa alarmante, instituições públicas frágeis compatíveis a pobreza estrutural saliente.
Distúrbios que geralmente não nos incomodam nos embalos de sábado à noite. Porque somente provocam efeito quando rugem amestrados junto ao bolso.

Fontes de pesquisa
FAO Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação
OMS- Organiza
ção Mundial da Saúde
Geopolítica da Fome
Josué de Castro

 

 

Luiz Renato Vicente é acadêmico de Filosofia da UEM (Universidade Estadual de Maringá). Vencedor de duas Edições do Prêmio Melhor Leitor do Ano pela Rotary Club Internacional e Semuc. 2017 ( 2º lugar) e 2019 ( 1º lugar) na categoria adulto.

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