Leito 4 da seção psiquiátrica, estavam separados por dois em dois em cada um…Teve vontade de fugir pala saída dos visitantes, quis pular as cercas que tinham arame farpado. Estava consciente embora o diagnostico fosse de demência.. Mas com a força de todo seu entendimento reconhecia que
só a fé poderia lhe recobrar a serenidade. A comida era boa e enjoativa ao mesmo tempo. O médicos lhe sondavam a todo instante e alguns ate fizeram amizade com o jovem que não desejava revelar sua identidade. Isso depois de fugir de casa após uma mal sucedida tentativa de suicídio. Os motivo de internação foi um ataque de ódio a figura de seu pai. O velho idolatrava o dinheiro, humilhava sempre que podia o filho caçula que pra ele ( o pai) não passava de um bastardo. Seu corpo estava são mas a alma dilacerada depois do dissabor das circunstancias… Mas a boa noticia chegou na sua devida vez… e trouxe consigo o esplendor de novas oportunidades…ao sair do internato continuou o tratamento medicamentoso, desconfiado da natureza do remédio. Ele deixou se levar pela onde do bom senso e voltou a estudar uma faculdade e aprendeu que a beleza de viver vem promover a ordem na verdade. O que da origem a solidão ele não sabe, mas, teve coragem de encarar a novidade e desafiou mesmo distante o paradoxo, e deu a volta num dia prematuro. Ele teve capacidade suficiente para perdoar seu carrasco ( o pai ) mas não ao ponto de querê-lo ter por perto, o tempo passou e levou aquela inocência dos dias de criança onde o abraço do pai tinha semanticamente a estabilidade de um dia reunido de família.

Luiz Renato Vicente é acadêmico de Filosofia da UEM (Universidade Estadual de Maringá). Vencedor de duas Edições do Prêmio Melhor Leitor do Ano pela Rotary Club Internacional e Semuc. 2017 ( 2º lugar) e 2019 ( 1º lugar) na categoria adulto.

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