Um vicio se trata.. um costume não. O que será mais difícil…Eis a questão. Sem ponto de interrogação pra ficar mais explicito vencer um habito não subtrai a força de um costume. Este tem hora marcada; os sentidos do corpo pedem vacina para uma sequela indubitável. A namorada não lhe surte o ar de provocação e a sua fé como provação…
A infância que já trouxe alegria, agora é um déspota esclarecido, um covarde alienado fechado em seu próprio quarto. O vício aprisiona, o costume se habitua… Estes chegam devagar e quando se percebe já se é outro ser dominado. Assim começa o uso de entorpecentes ele encanta de mansinho…
Assim um ser escolhe ser dono de si. Assim ficam pra trás as pessoas mais leais que já apareceram com toda razão… Na vida de qualquer um que esteja acostumado ha alguma forma de prisão. Um vício da prazer, um costume gera um ser acomodado pra não dizer as mesmas palavras…
É habitual vestir sempre a mesma cor de camiseta é Costumeiro se achar o único no mundo a ser abalado quando as coisas não acontecem como bem queria…
Deus não dá pra nossa própria bem aventurança aquilo que acreditamos ser o melhor possível… sua santidade extrapola a consciência humana. Em Deus não hã vício nem tédio nem costume. Em uma quarta – feira na catedral da cidade um idoso se achegou perto do sacrário e levantando sua voz de tenor entoou um cântico sacro… Manuel Constantino sempre participava das missas de Quarta e Domingo. Não tinha parentes próximos…Era viúvo e tinha duas filhas que residiam em outro Estado bem longe da Capital paranaense…Seu consolo era o santo Terço.
Sempre que encontrava os jovens do ministério de música relembrava dos seus velhos tempos quando foi ao primeiro Rock in Rio. O velho de 76 anos foi ao show do Queen… vez e outra arranhava uns acordes na guitarra que tinha em sua casa. mas oque isso tudo tem haver com vicio e costume.. questões que encontrava solução nas andanças nos sebos e nas cafeterias. Ele soube dizer não para as facilidades que a juventude lhe ofertara. E quando o não falava mais forte o sim com seu semblante encorajador fazia de Manuel um cara nobre e de fé constante.
No ultimo final de ano próximo do Natal as filhas de Manuel vieram visita-lo… A mais velha trouxe seu neto que logo correra para os braços do avô. E toda a energia de um homem concentrado na beleza da vida era perene era saudável ainda que na medida de um habito de não se apegar a ninguém.

Luiz Renato Vicente é acadêmico de Filosofia da UEM (Universidade Estadual de Maringá). Vencedor de duas Edições do Prêmio Melhor Leitor do Ano pela Rotary Club Internacional e Semuc. 2017 ( 2º lugar) e 2019 ( 1º lugar) na categoria adulto.

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