Justiça Federal determina arquivamento de processo envolvendo secretário de Fazenda de Maringá

No entendimento da 23ª Vara Federal de Curitiba, não há envolvimento de Carlos Augusto Ferreira em caso envolvendo a “Operação Mafiusi”, da qual havia sido alvo de mandado de busca e apreensão. Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, secretário afirmou ter gasto milhões para provar inocência. Polícia Federal (PF) segue sem se manifestar sobre suposto erro.

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    A Justiça Federal determinou o arquivamento do processo que associava um suposto envolvimento do secretário de Fazenda de Maringá, Carlos Augusto Ferreira, em um esquema de lavagem de dinheiro com ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão, da 23ª Vara Federal de Curitiba, também determina a retificação de um inquérito da Polícia Federal (PF) referente a “Operação Mafiusi”, exigindo que o nome de Ferreira seja apagado de todas as páginas em que aparece.

    No entendimento da Justiça, não ficou provada a participação do secretário no caso, do qual foi alvo de um mandado de busca e apreensão. A defesa de Ferreira, desde o início, sustentou que ele havia sido confundido com um homônimo e a própria Polícia Federal (PF) teria admitido o erro, embora sem se manifestar oficialmente.

    Os automóveis de luxo do secretário, apreendidos no dia 16 de outubro, foram devolvidos na semana passada. Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (8), Ferreira afirmou ter tido acesso ao áudio atribuído a ele durante a investigação. Segundo o secretário, ficou provado se tratar de outra pessoa.

    Carlos Augusto afirmou ter gasto “milhões” com honorários de advogados e laudos periciais para provar a inocência. No entanto, ele descartou realizar ataques às instituições. “São pessoas e pessoas erram”, disse ele.

    “Isso está no relatório que o próprio delegado preparou, um relatório de encerramento preliminar, em que ele dá uma carga, é um relatório enorme, nós estamos ali numa página específica, em que ele coloca que só foi possível discernir que eu não era aquela pessoa depois de ter apreendido o meu telefone celular e que, à época, o banco de dados da Polícia Federal apontava que eu era aquela pessoa”, disse o secretário sobre o relatório em que a Polícia Federal admite o erro na investigação.

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