Câmara de Maringá barra projeto que quer dar prioridade para mães solo em matrículas de CMEIs

De autoria do vereador Flávio Mantovani (PSD), proposta foi protocolada no dia 29 de outubro, mas barrada antes mesmo de chegar nas Comissões. No entendimento da Procuradoria Jurídica, projeto “cria distinções entre os cidadãos”. Conselho Municipal de Educação também se manifestou contrário ao texto.

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    A Câmara de Maringá barrou, nesta terça-feira (9), um projeto de lei que pretende dar prioridade para mães solo nas matrículas de crianças nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). O texto, de autoria do vereador Flávio Mantovani (PSD), foi protocolado no dia 29 de outubro.

    A proposta foi derrubada antes mesmo de dar entrada nas Comissões. Na reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) desta terça (9), foi lido o parecer da Procuradoria Jurídica, contrário ao projeto.

    No entendimento dos advogados da Câmara, a proposta carece de “juízo de legalidade” por, supostamente, ferir a Lei Orgânica Municipal ao “criar distinções ou preferências entre cidadãos”. O texto também foi submetido para análise do Conselho Municipal de Educação que, de forma unânime, também foi contrário ao projeto.

    Para o Conselho, a criação da prioridade para mães solo no ato da matrícula “traria uma significativa e complexa demanda administrativa para a Secretaria Municipal de Educação”, uma vez que “a verificação do status de “mãe solo” é, por si só, um desafio que exige não apenas a ausência formal de cônjuge ou
    companheiro(a) legalmente responsável, mas também a avaliação de situações familiares dinâmicas e por vezes informais”, diz um trecho do parecer, ao qual o Maringá Post teve acesso.

    Ao Maringá Post, o vereador Flávio Mantovani informou que buscará um meio jurídico de fazer o projeto “dar certo”. De acordo com o parlamentar, a negativa ao projeto “não é justa e o serviço público deveria priorizar quem mais precisa”.

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