Tribunal de Justiça mantém direitos políticos de Odair Fogueteiro

Em julho, Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE) havia votado, em 1ª instância, pela cassação da diplomação do vereador, que concorreu em 2024 por força de liminar. Fogueteiro era um dos réus de processo que tramitava na Justiça desde 2006 por suposto caso de nepotismo.

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    O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) determinou a manutenção do mandato e dos direitos políticos do vereador de Maringá, Odair Fogueteiro (PP). A decisão, do desembargador Abraham Lincoln Merheb Calixto, da 4ª Câmara Civel do órgão, foi proferida nessa terça-feira (2).

    Em julho, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) havia votado pela cassação, em 1ª instância, da diplomação de Fogueteiro, que concorreu a vereador em 2024 sob força de liminar. A defesa dele tentava recorrer desde então.

    A decisão encerra um processo que se arrastava por quase duas décadas. O processo, iniciado em 2006, questionava a nomeação de familiares em gabinetes de vereadores, em um caso de suposto nepotismo. No entanto, a defesa do vereador argumentou com sucesso que as alterações recentes na Lei de Improbidade Administrativa (Lei 14.230/2021) não preveem mais a perda de função pública ou de direitos políticos para tais casos, exigindo a comprovação de dolo, ou seja, a intenção de lesar a administração pública.

    O relator do processo, desembargador Abraham Lincoln Merheb Calixto, acolheu a tese da defesa, sendo acompanhado por todos os membros da Câmara.

    Entenda o caso

    Em outubro de 2024, pouco após o Odair Fogueteiro ser eleito com 2.391 votos, o Ministério Público Eleitoral (MPE) havia ingressado com uma ação para impedir a diplomação do vereador, citando o trânsito em julgado da acusação de nepotismo, em processo que corre na Justiça desde 2006. Ele é um dos nove vereadores e ex-vereadores de Maringá condenados em um processo movido pelo Ministério Público em 2005, que os acusa de empregar parentes em cargos dentro dos gabinetes da Câmara.

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