Maníaco da Torre encara o segundo júri popular nesta quinta-feira no Fórum de Maringá

Por: - 4 de dezembro de 2019
Roneys Fon Firmino Gomes, o Maníaco da Torre / Reprodução Rede Globo

Após ser condenado, em março de 2019, a 21 anos e quatro meses pela morte de Edinalva José da Paz, o serial killer Roneys Fon Firmino Gomes, 45 anos, mais conhecido como Maníaco da Torre, voltou a sentar no banco dos réus do Tribunal do Júri do Fórum de Maringá nesta quinta-feira (5/12).

Desta vez, ele foi condenado a 23 anos e quatro meses de prisão. O caso se refere ao segundo crime que o Maníaco da Torre confessou à Polícia Civil ter cometido. A vítima é Silmara Aparecida de Melo, 33 anos, morta em maio de 2012. Ela era moradora de Sarandi, casada com um segurança e deixou dois filhos.

Roneys foi condenado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Segundo a denúncia, Silmara foi estrangulada. A defesa de Roneys Fon Firmino Gomes vai recorrer da sentença.

O corpo de Silmara foi localizado por um idoso que passava pela Estrada da Roseira, na Gleba Ribeirão, embaixo de uma torre de transmissão elétrica em uma plantação de milho. A última vez que Silmara foi vista com vida, ela estava uma lanchonete nas proximidades da Praça Rocha Pombo, junto com a irmão.

A confissão do serial killer aos policiais ocorreu quando foi preso em julho de 2015 pela morte de Mara Josiane dos Santos, 36 anos.

O Maníaco da Torre confessou aos policiais ter agido pela primeira vez em março de 2012. A vítima nunca foi identificada e o corpo achado sob a torre de transmissão de energia na Estrada Roseira.

O segundo crime que assumiu foi de Silmara Aparecida de Melo, 33 anos. Em agosto de 2013, a terceira vítima, também sem identificação. Em julho de 2014, mais um corpo de mulher achado, e mais uma vítima sem identificação.

Quando ouvido em juízo nos processos que responde, ele passou a negar todos os crimes. As negativas não foram suficientes para evitar a condenação pelo Tribunal do Júri no caso de Edinalva José da Paz, encontrada morta no dia 7 de dezembro de 2010. Um celular ligou o Maníaco da Torre às vítimas.

Após a prisão de Roneys Fon Firmino Gomes, há mais de quatro anos, não houve nenhum novo registro de crime contra garotas de programa, com o mesmo padrão adotado por ele. Mais de dez mulheres foram localizadas nuas em meio a plantações, próximas a torres de energia, entre os anos de 2005 e 2015.

  • Reportagem atualizada na sexta-feira (6/12) com o resultado do segundo julgamento do Maníaco da Torre. 

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