Maníaco da Torre é condenado a 21 anos e quatro meses pela morte de Edinalva José da Paz

Por: - 14 de março de 2019
Os últimos momentos do julgamento do Maníaco da Torre, que acabou condenado pela maioria dos jurados / Erikson Rezende

Roneys Fon Firmino Gomes, 45 anos, não conseguiu convencer o corpo de jurados, formado por quatro mulheres e três homens, de que era inocente. Após cerca de 12 horas no banco dos réus, no Fórum de Maringá, o Maníaco da Torre é condenado a 21 anos e quatro meses de reclusão pela morte de Edinalva José da Paz.

A sentença foi anunciada pelo juiz Cláudio Camargo dos Santos no começo da noite. A condenação é por homicídio duplamente qualificado e por ocultação de cadáver. A maioria dos jurados aceitou a tese defendida pelo promotor Júlio César da Silva, que uniu as argumentações sobre o assassinato de Edinalva a outras vítimas de homicídio.

A Polícia Civil acredita que o Maníaco da Torre matou cerca de 13 mulheres em um intervalo de aproximadamente dez anos. Durante o julgamento, os advogados de defesa procuraram demonstrar a inocência do réu em relação ao assassinato de Edinalva, em dezembro de 2010.

A prova mais concreta da acusação era o telefone celular de Edinalva, que acabou achado em uma boca de fumo que era frequentada por Gomes. A mulher que foi achada com o aparelho afirmou que poderia ter sido o Maníaco da Torre que deixou o telefone com ela.

Mas o que mais pesou contra o réu para a condenação pela morte de Edinalva foi a tese do serial killer. A jovem que tinha apenas 19 anos foi encontrada morta no mesmo local onde também foram deixados os corpos de outras vítimas.

O corpo estava nu e deixado em uma  plantação com a barriga para cima, além disso a morte foi provocada por asfixia, dentro de um mesmo padrão existente em outros crimes do Maníaco.

Ao ser ouvido no final da manhã durante o júri popular, Roneys Fon Firmino Gomes negou que era o autor do crime, que não conhecia a vítima e passou a não admitir mais que foi o autor da morte de outras mulheres.

Ao ser preso em 2015, quando matou a última vítima, Mara Josiane dos Santos. O Maníaco da Torre confessou ter agido pela primeira vez em março de 2012. A vítima nunca foi identificada e o corpo achado sob a torre de transmissão de energia na Estrada Roseira.

O segundo crime que assumiu foi de Silmara Aparecida de Melo, 33 anos, morta em maio de 2012. Em agosto de 2013, a terceira vítima, também sem identificação. Em julho de 2014, mais um corpo de mulher achado, e mais uma vítima sem identificação.

O Maníaco da Torre também admitiu em depoimento à Polícia Civil ter matado Ariele Natalia da Silva, 24 anos, em março de 2015.
Após a prisão de Roneys Fon Firmino Gomes não houve nenhum novo registro de crime contra garotas de programa, com o mesmo padrão adotado por ele.
O Maníaco da Torre cumpre prisão preventiva há três anos e oito meses na Casa de Custódia de Maringá (CCM) por causa do homicídio que cometeu em 2015 e, que em breve, também vai ser analisado em júri popular.