Segurança do Carnaval de Maringá vai parar na Justiça Federal por iniciativa da PRF

Por: - 9 de fevereiro de 2018
Desfile do Bloco Oi Sumida, no sábado (3/3) da semana passada

Enquanto os foliões mais animados preparam suas fantasias para a noite desta sexta-feira (9/2), nos bastidores da Prefeitura de Maringá, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e 1ª Vara da Fazenda Pública se trava um debate para solucionar um impasse relativo à segurança da festa programada para esta noite na Vila Olímpica. Os desfiles dos blocos Tô Dentro e Confraria do Samba não estão envolvidos na polêmica e estão garantidos.

O problema é que a PRF, responsável pela segurança da Avenida Colombo, trecho urbano da BR-376, só foi comunicada sobre a festa na Vila Olímpica na última terça-feira (6/2), por e-mail enviado às 14h45, e “não teve tempo para se programar, nem tem efetivo para garantir a segurança do local”, explicou o inspetor da corporação Wilson Martines, responsável pela Comunicação na região.

“A portaria 341 de 2011 do DER estabelece que eventos às margens ou próximos das rodovias, que impactam nas vias, devem ser comunicados com 30 dias de antecedência. Também é isso que prevê nossas normas internas”, disse Martines, explicando que há um convênio entre a PRF e o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Paraná com a PRF, que deve seguir as normativas estaduais na Colombo.

Audiência judicial será realizada nesta sexta-feira

O caso foi levado à Procuradoria da Justiça Federal em Maringá, que deu prosseguimento à denúncia e a encaminhou ao juízo da 1ª Vara da Fazenda Pública. No início da tarde desta sexta-feira, haverá uma audiência com os organizadores do evento e órgãos de segurança pública para buscar uma solução, que o secretário-chefe de Gabinete da prefeitura, Domingos Trevisan, não tem dúvidas de que ocorrerá: “O Carnaval está garantido”.

O temor da PRF, explicou Martines, é que “ocorra um tumulto na Vila Olímpica, como o disparo de um tiro, e a multidão saia correndo e invada a rodovia. Imagine o que pode ocorrer se um bi-trem estiver passando por ali no momento, a 60 K/h, que é a velocidade da via? Uma tragédia. E nós não seremos responsáveis por isso”. Acrescentou que a PRF passa o ano todo combatendo a alcoometria e que o feriado de Carnaval é o mais critico.

São duas as principais propostas em debate para solucionar o problema. Uma prevê a instalção de gradis nas proximidades da Vila Olímpica, para impedir – ou pelo menos dificultar – o acesso de pedestres na rodovia. E outra seria transferir o local do show da Banda RB, que vai animar o Caranval após o desfile dos blocos. Outra opção seria transferir o palco da banda para o pátio-estacionamento do Estádio Willie Davids.

Outro problema pode vir a ocorrer após o Carnaval

Nos bastidores discute-se, também, a possibilidade de a prefeitura de Maringá vir a ter problemas com o Ministério Público do Estado do Paraná depois do Carnaval. Nesse caso, o debate seria em relação a festa de sábado passado (3/2), que reuniu cerca de 20 mil pessoas. As vendas no bar do evento foram feitas pela Euphoria, empresa especializada em festas, sem que tivesse sido realizada uma licitação pública.

O secretário Domingos Trevisan disse que a prefeitura passou a administração do bar para o Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar), o que não exige licitação, e que foi o Provopar que firmou uma parceira com a Euphoria. Naquele sábado, a festa ficou por conta do Bloco Oi Sumida, da Liga das Baterias Universitárias de Maringá (LBUM), formada por estudantes da UEM, Unicesumar, PUC e outras instituições de ensino superior.

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