Homero Marchese entra na Justiça para ter desfiliação do PV. Diretório municipal do partido ingressou com pedido de CP na Câmara

14 de janeiro de 2018
Homero Marchese entra com ação judicial para pedir desfiliação do PV, partido que pediu a cassação do vereador / Pólen Comunicação

O vereador Homero Marchese (PV) anunciou neste domingo (14/1), nas rede sociais, que ingressou com ação na Justiça Eleitoral para pedir a desfiliação, por justa causa, do Partido Verde (PV). Marchese está filiado à sigla há quatro anos, mas em 2017 passou a enfrentar uma Comissão Processante (CP) na Câmara Municipal de Maringá a pedido do diretório municipal do PV.

No Facebook, Marchese escreveu sobre o trabalho no partido e os resultados das últimas eleições. Em 2016, o PV elegeu em Maringá dois vereadores – Homero Marchese e Jean Marques – além do vice-prefeito, Edson Scabora.

Entre as argumentações do vereador sobre o pedido de desfiliação, ele citou mudanças trazidas pela vitória nas urnas. “Mas o poder e o deslumbramento corrompem, e me vi atacado por pessoas que deveriam ser mais agradecidas, pessoas que devem seu cargos, eletivos ou comissionados, ao trabalho feito no passado”, escreveu o vereador.

Ao diretório estadual, Marchese disse esperar que a ação não seja contestada. O vereador, caso pretenda disputar as eleições de 2018, o que ainda não admite, precisa estar filiado a um novo partido até o começo de abril.

“Tenho respeito pela Diretoria Estadual do partido e espero que a ação não seja contestada”, disse.

Justa causa tem relação direta com CP

O pedido de abertura de uma comissão processante contra o vereador Homero Marchese (PV) pelo diretório municipal da sigla é o principal argumento do vereador para conseguir na justiça o direito de se desfiliar do partido por justa causa.

Atualmente, a comissão processante aberta pela Câmara Municipal se encontra suspensa por decisão do Tribunal de Justiça do Paraná. Marchese conseguiu paralisar a investigação em meados de novembro.

Sobre este pedido do partido, Marchese ironizou na postagem feita no Facebook.

“Quanto à diretoria municipal, em boa parte gozando de cargos na administração e que queria me tirar do cargo e me tornar inelegível por 11 anos, mas que mostra aparentemente não ter competência nem sequer para me expulsar (o que não seria mau negócio para minha pretensão), fica a certeza de que o tempo é o senhor da razão”.