Principal suspeito do roubo do celular do Rigon é ouvido; ele diz que abaixou para pegar o próprio celular no chão

Por: - 22 de novembro de 2017
Confusão na Câmara Municipal de Maringá, quando o celular do jornalista foi roubado / Reprodução Câmara Municipal

O delegado da Seção de Furtos e Roubos, Luiz Alves, ouviu na tarde desta quarta-feira (22/11) o principal suspeito do roubo do Iphone do jornalista e blogueiro Angelo Rigon. O celular foi roubado no dia 5 de outubro durante confusão na Câmara Municipal, momentos após o plenário da Casa aprovar a abertura da Comissão Processante (CP) que investiga a suposta quebra de decoro parlamentar do vereador Homero Marchese (PV).

Em depoimento, segundo informações do delegado, o suspeito Luiz Henrique Rodrigues negou a autoria do crime. “Ele disse que não pegou e negou envolvimento. Ele afirmou que abaixou para pegar o próprio celular dele que tinha caído no chão e queria sair da confusão”, afirmou Alves.

A versão foi aceita com restrições. “As imagens mostram outra coisa”, ponderou o delegado. Ele explicou que ainda há mais diligências para serem feitas. “A princípio todos envolvidos foram ouvidos, mas pretendo intimar mais uma pessoa que teria agredido o jornalista antes do celular cair”, disse.

Questionado sobre a possibilidade de fazer o rastreamento para localizar o aparelho, o delegado afirmou que “os procedimentos técnicos não são tão simples, mas estamos tentando efetuar este monitoramento.”

Alves também explicou que, apesar do jornalista ainda não ter registrado o boletim de ocorrência sobre a subtração de dados e postagem por um hacker no blog hospedado no Maringá Post, o advogado de Rigon fez a comunicação do crime.

“É um crime de ação pública, que vou verificar de ofício no próprio inquérito. A hipótese que investigamos é que os dados foram extraídos do celular dele (Rigon). É uma situação a ser levantada no inquérito”, afirmou o delegado.

Câmara protocola recurso no Tribunal de Justiça

A Câmara Municipal protocolou no Tribunal de Justiça do Estado do Paraná o recurso à decisão do juiz substituto de 2º grau, Rogério Ribas, que determinou a suspensão do processo de cassação do vereador Homero Marchese (PV).

“Foram protocoladas as contrarrazões. Vamos esperar para ver o que será decidido. A procuradoria jurídica da Casa trabalhou no sentido de orientar à Comissão quanto aos procedimentos. Foi tudo feito de forma normal, regular e dentro do regimento”, considerou o presidente da Câmara, Mário Hossokawa (PP).

Hossokawa reforçou que o Legislativo recorreu da decisão porque entendeu que as ações procedimentais foram tomadas de forma correta. “Defendemos que não houve nenhum erro por parte da comissão”, disse.

Tem uma dica de notícia? Fez alguma foto legal? Registrou um flagrante em vídeo? Compartilhe com o Maringá Post, fale direto com o whats do nosso editor-chefe.