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Em situações de risco iminente de morte, pegar o telefone e discar 190 pode ser demorado demais. Por isso, a Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres de Maringá apostou na tecnologia para reduzir o tempo de resposta da polícia.
O antigo “Botão do Pânico”, um dispositivo físico, evoluiu. Agora, ele é um aplicativo ágil, instalado no celular de mulheres que possuem medidas protetivas concedidas pela Justiça.
Em entrevista ao podcast Ponto a Ponto, a secretária Olga Agulhon explicou a mecânica simples que salva vidas. “São apenas três toques na tela. Aciona uma sirene alta na central da Guarda Civil Municipal e a viatura mais próxima voa para o socorro”, detalhou.
A viatura mais perto atende
Uma mudança crucial no protocolo aumentou a eficácia do sistema. O chamado de emergência não depende apenas da Patrulha Maria da Penha — viaturas especializadas no atendimento à mulher. A ordem é que qualquer carro da Guarda ou da Polícia Militar que esteja nas redondezas atenda a ocorrência.
“Se a mulher está em perigo, quem estiver perto vai salvar aquela vida”, resumiu Olga.
A tecnologia já provou seu valor na prática. A secretária revelou ao jornalista Ronaldo Nezo um caso dramático recente: durante uma caminhada oficial realizada pela prefeitura, a equipe recebeu a notificação de que uma mulher havia acabado de ser salva de uma tentativa de feminicídio. Ela acionou o botão minutos antes do agressor consumar o ataque.
O episódio completo, onde Olga Agulhon aprofunda essas lições de gestão e conta bastidores inéditos da rede de proteção, está disponível no YouTube. O programa é uma produção do Jornal Maringá Post em parceria com o VMark Estúdio, com apresentação do jornalista Ronaldo Nezo.







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