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Trabalhar com comunicação, para Andréia Silva, significa assumir uma lógica que vai além da exposição pública. No episódio do Ponto a Ponto, a comunicadora descreve a própria trajetória como a de alguém que precisou aprender a empreender a si mesma, transformando imagem, audiência e credibilidade em trabalho estruturado e sustentável.
Apresentado pelo jornalista Ronaldo Nezo, o podcast do Maringá Post, produzido em parceria com o VMark Estúdio, traz uma reflexão direta sobre carreira em um mercado marcado pela instabilidade. Para Andréia, não existe espaço para acomodação. “Eu vivo exclusivamente do meu trabalho”, afirma, ao destacar que depender da própria entrega exige movimento constante.
Marca pessoal não é estética, é estratégia
Ao longo da entrevista, Andréia reforça que construir uma marca pessoal não tem relação apenas com aparência ou visibilidade, mas com posicionamento, coerência e clareza de propósito. Segundo ela, o erro de muitos profissionais é acreditar que reconhecimento passado garante estabilidade futura. “Não dá para sentar achando que o mercado vai vir atrás de você”, diz.
Na prática, isso significa entender onde está o próprio valor, reconhecer limites e tomar decisões estratégicas sobre onde investir tempo e energia. Para Andréia, empreender a própria carreira é assumir que a responsabilidade pelo caminho profissional não pode ser terceirizada.
Rede de contatos e humildade
Um dos pontos mais enfáticos da conversa é a defesa da construção de redes de relacionamento ativas. Andréia relata que, em momentos de transição, precisou se posicionar de forma clara diante do mercado. “Eu falava: eu preciso trabalhar, me ajuda”, conta, ao explicar que pedir trabalho, acionar contatos e se colocar disponível faz parte do processo empreendedor.
Essa postura, segundo ela, não diminui o profissional — ao contrário, reforça maturidade e consciência do próprio papel. “O mercado acolhe quem é bom, mas também quem tem humildade”, afirma, ao destacar que oportunidades surgem quando há movimento.
Investir em gente melhor do que você
Outro aspecto recorrente no relato é a decisão de não tentar fazer tudo sozinha. Andréia afirma que precisou reconhecer onde não era eficiente e buscar pessoas mais jovens e mais qualificadas para determinadas funções. “Eles são melhores do que eu no que eu não sou”, diz, ao se referir à equipe que a auxilia na produção e estratégia digital.
Para ela, empreender a si mesmo também envolve investimento — financeiro e simbólico — em profissionais que ampliem a capacidade de entrega. A escolha, segundo Andréia, traz mais tranquilidade para focar naquilo que realmente sabe fazer.
Incerteza como parte do jogo
Ao falar sobre instabilidade, a comunicadora evita romantizar a carreira. Trabalhar com comunicação, segundo ela, é conviver com oscilações, mudanças rápidas e ausência de garantias. Ainda assim, Andréia vê nesse cenário um convite à atenção constante. “O mercado não é estático. Ele muda o tempo todo”, afirma.
Essa consciência, explica, ajuda a lidar melhor com os altos e baixos e a tomar decisões mais racionais, sem apego excessivo a posições ou formatos que já não fazem sentido.
“O boleto é seu”: não se prender às críticas
Em uma das falas mais diretas do episódio, Andréia resume a lógica do empreendedorismo pessoal: “O boleto é seu”. A frase sintetiza a ideia de que julgamentos externos não podem se sobrepor à necessidade de sustentar o próprio trabalho. Para ela, voltar a formatos considerados por alguns como “menores” ou “passos atrás” faz parte da estratégia de quem entende a carreira como um negócio.
A entrevista completa com Andréia Silva está disponível no YouTube do Maringá Post, no podcast Ponto a Ponto, apresentado por Ronaldo Nezo e produzido em parceria com o VMark Estúdio. No episódio, a comunicadora aprofunda sua visão sobre empreendedorismo, instabilidade e as escolhas necessárias para continuar relevante em um mercado em constante transformação.








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