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Falar no TEDx é um sonho para muita gente. O evento, conhecido mundialmente por compartilhar ideias capazes de transformar realidades, reúne palestrantes de diferentes áreas — de cientistas e artistas a empreendedores e pessoas comuns com histórias inspiradoras. Mas o que pouca gente sabe é que chegar a esse palco exige mais do que currículo e oratória. Exige propósito.
Em entrevista ao jornalista Ronaldo Nezo, no podcast Ponto a Ponto, o organizador do TEDx Maringá, Paulo Yanko, revelou que a curadoria das falas é o coração do evento — e também uma das tarefas mais difíceis.
“O processo de curadoria é muito desafiador porque existe muita gente que quer ser speaker do TEDx. A parte mais complexa é compreender qual ideia de fato tem valor e quem quer falar por ego.”
Segundo ele, o primeiro passo é deixar de lado a busca por nomes conhecidos e focar no que realmente importa: a força da ideia.
“A gente não pensa no CPF. A gente pensa: por que a ideia dessa pessoa é boa? Qual o presente que a gente vai deixar para o público? Qual é o propósito daquela fala?”
Yanko explica que o evento não aceita palestrantes que sejam patrocinadores — uma regra global da plataforma — e que a curadoria evita indicações por afinidade. A meta é garantir que cada fala entregue autenticidade, relevância e originalidade.
“Se a gente for ouvir apenas indicações, colocar pessoas por amizade, o evento fica fraco, vendido. O palestrante precisa ter propósito, e mais que isso: sair do óbvio. Muita gente fala mais do mesmo. O que é diferente na fala dessa pessoa? Isso muda tudo na experiência do público.”
Essa busca por autenticidade é o que, segundo ele, mantém viva a essência do TEDx. Cada edição é pensada como uma oportunidade de provocar reflexões reais, de tocar o público — e não de promover alguém.
“No fim, o TEDx é sobre contribuição. Sobre o que a gente deixa para o outro”, resume Yanko.









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