Presidente da OAB-PR fala de decisão do STF sobre penduricalhos: ‘remuneração precisa ficar dentro do teto’

Luiz Fernando Casagrande Pereira está na Cidade Canção para IV Colégio de Presidentes de Subseções. Advogado celebrou atuação do Supremo no caso, mas criticou “omissão” do legislativo federal: “tema que deveria ter sido resolvido pelo Congresso”.

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    O atual presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no Paraná, Luiz Fernando Casagrande Pereira, celebrou o avanço no Supremo Tribunal Federal (STF) de uma decisão acerca dos penduricalhos – valores recebidos pelo poder judiciário acima do teto constitucional. Após uma primeira suspensão de pagamentos por decisão do ministro Flávio Dino, o colegiado chegou, nesta quarta-feira (25), a um princípio de acordo, que pode autorizar o recebimento de verbas indenizatórias em um limite de até 35% acima do teto.

    O valor de referência usado será os salários dos próprios ministros, que são os maiores dentro do funcionalismo público federal, chegando a quase R$ 47 mil.

    Casagrande está em Maringá para a realização do IV Colégio de Presidentes de Subseções, evento que reúne presidentes da OAB de todo o Paraná e ocorre nesta quinta (26) e sexta (27). Sobre os penduricalhos, o presidente da OAB Paraná celebrou a atuação do Supremo, embora tenha criticado a “omissão” do Congresso Nacional que, na visão dele, é quem deveria ter abordado o tema há vários anos.

    Segundo Pereira, a magistratura deve manter salários atrativos, desde que dentro do teto federal.

    “O Conselho da Ordem tem uma posição clara: a remuneração dos juízes tem que garantir independência e atratividade da carreira, mas dentro do teto. Durante todos esses anos em que não houve reajuste do teto, se consolidou uma defasagem que deveria ser resolvida pelo Congresso. Sem resolver a defasagem, vários estados foram fazendo arranjos, alguns muito ruins, a maioria dos quais não foi adotado aqui pelo Paraná. Inclusive os juízes viram na gestão do Barroso, por exemplo, 42 editoriais de grandes jornais criticando o tema do penduricado, esse tema deveria ter sido resolvido no Congresso, o Congresso se omitiu, depois que aprovaram a emenda constitucional era necessária uma lei e a lei não veio, e quando a lei não veio o Supremo resolveu, e aí resolveu sem o debate está maduro o suficiente. É uma pena que o Supremo tenha resolvido um tema tão delicado, mesmo com os melhores dos propósitos, é verdade, mas tenha que ter resolvido isso pela omissão do Congresso”, disse.

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