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Um projeto desenvolvido em Maringá está chamando atenção no universo do automobilismo pela proposta e, principalmente, pela exclusividade. A Black Madonna parte de um clássico nacional para dar origem a um modelo único, que combina design autoral e soluções técnicas pouco comuns em iniciativas desse tipo no Brasil.
Criada pelo designer Ricardo Sanches, sócio e diretor de design da Dzigna Branding, a iniciativa vai além da restauração tradicional. O trabalho parte de um Puma GTE 1978, mas praticamente todos os elementos foram revistos, redesenhados ou reconstruídos.
A carroceria foi inteiramente refeita em fibra de vidro, preservando referências do modelo original com uma nova leitura estética. Já a estrutura foi desenvolvida do zero, com um chassi tubular que sustenta um conjunto mecânico atualizado em relação à proposta original do veículo.



Entre os destaques está o motor boxer aircooled de 1.900cc, preparado com turbocompressor e injeção eletrônica. O conjunto inclui ainda suspensão de duplo A desenvolvida pela Santiago Racing e freios Brembo de origem Porsche, reforçando a proposta de unir desempenho e controle em um trabalho pensado nos detalhes.
Exclusiva, a Black Madonna foi concebida como uma peça única. Não há outro exemplar igual — e nem previsão de que haja. Cada etapa do desenvolvimento foi conduzida como parte de um processo autoral, em que decisões técnicas e estéticas caminham juntas. O nome foi inspirado na faixa da banda Cage the Elephant e ajuda a traduzir a proposta: algo intenso, marcante e fora do padrão.
Segundo Ricardo Sanches, o projeto também carrega um propósito maior. “Maringá tem tudo para ser referência criativa nacional. A Black Madonna é uma prova disso”, afirma.

Para quem quiser conhecer de perto, a primeira aparição pública da Black Madonna acontece durante o Motor Classic, que será realizado neste fim de semana, entre os dias 10 e 12 de abril, no Complexo Paraná Park. O evento reúne modelos clássicos, personalizados e atrações voltadas ao universo automotivo.
Desenvolvida em Maringá, a iniciativa reforça o potencial criativo da região e mostra que trabalhos com esse nível de execução também podem surgir fora dos centros mais tradicionais do automobilismo.












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