Saúde orienta sobre cuidados ao frequentar áreas de mata durante o verão no Paraná

Planejamento prévio, uso adequado de repelentes, vacinação e atenção a carrapatos e animais silvestres reduzem riscos de acidentes e doenças em trilhas e cachoeiras.

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    Com o aumento da procura por trilhas, cachoeiras e outras atividades ao ar livre no verão, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná divulgou orientações para reduzir riscos à saúde em áreas de mata.

    As recomendações envolvem desde o planejamento do passeio até medidas de prevenção contra doenças transmitidas por insetos e acidentes com animais silvestres.

    Entre as orientações está evitar trilhas sozinho, avisar familiares ou amigos sobre o roteiro e o horário previsto de retorno e, sempre que possível, realizar atividades em grupo.

    O uso de roupas adequadas também é indicado. Calças compridas, mangas longas, calçados antiderrapantes e, em alguns casos, perneiras ajudam a reduzir o risco de picadas e acidentes. Na mochila, a recomendação é levar água, alimentos leves, lanterna, apito e itens básicos de primeiros socorros.

    Uso de repelentes e vacinação

    O uso correto de repelentes é apontado como uma das principais formas de prevenção contra doenças transmitidas por insetos, como febre amarela, leishmaniose e febre maculosa. A Secretaria orienta o uso de produtos aprovados pela Anvisa, com princípios ativos como icaridina, DEET ou IR3535, respeitando as indicações de idade e concentração.

    A vacinação contra a febre amarela é outra medida considerada essencial. A dose está disponível gratuitamente nas unidades de saúde e deve ser aplicada, preferencialmente, ao menos dez dias antes da visita a áreas de mata, em pessoas ainda não imunizadas.

    Atenção a carrapatos

    A Secretaria também alerta para o risco de contato com o carrapato-estrela, transmissor da febre maculosa. A orientação é realizar inspeções frequentes no corpo durante a atividade, especialmente a cada duas horas, já que a transmissão da bactéria ocorre após algumas horas de fixação do parasita na pele.

    Caso seja identificado um carrapato, a remoção deve ser feita com pinça, de forma cuidadosa, seguida da lavagem do local com água e sabão. O aparecimento de febre ou manchas na pele até 15 dias após o passeio exige procura imediata por atendimento médico, com relato do histórico de exposição.

    Contato com animais silvestres

    Outra recomendação é evitar contato direto com animais silvestres, vivos ou mortos, e não oferecer alimentos. Para prevenir acidentes com animais peçonhentos, como cobras, aranhas e escorpiões, o uso de botas e luvas é indicado em locais de mata fechada.

    Em caso de picadas ou mordidas, a orientação é lavar o local com água e sabão e procurar atendimento médico o mais rápido possível. Sempre que viável, uma foto do animal pode auxiliar na identificação e no tratamento adequado.

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