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Um casal de Ivaí, nos Campos Gerais do Paraná, celebrou nesta semana o nascimento da primeira filha biológica, gestada pela prima da mãe em um procedimento de barriga solidária. O caso foi divulgado pelo g1 Paraná, que informou que o embrião, formado a partir do óvulo e do espermatozoide dos pais, foi transferido para o útero de Adrieli Almeida Blum, de 34 anos, prima por afinidade de Daiane Cristina Pereira Chociai.
Maria Caroline nasceu na quarta-feira (26), com 48 centímetros e 2,665 kg, após 37 semanas e 5 dias de gestação. A bebê permanece em observação e deve receber alta nesta sexta-feira (28). Daiane, de 41 anos, foi diagnosticada ainda na adolescência com síndrome de Rokitansky, condição que impede a formação adequada do útero, o que levou o casal a buscar a gestação por substituição.
De acordo com a reportagem, Adrieli decidiu ceder o útero após conversar com o marido e quando os filhos já eram capazes de compreender o processo. Como não havia vínculo consanguíneo, o procedimento exigiu autorização do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), concedida no início de 2025 após meses de análise. Nesse período, as duas famílias passaram por acompanhamento psicológico e organizaram juntas as etapas da gestação.
O casal acompanhou todos os exames e compartilhou a rotina nas redes sociais, onde a história alcançou milhões de visualizações. Em maio, as famílias realizaram um chá revelação, e Adrieli será madrinha da bebê.
A gestação por substituição — ou cessão temporária de útero — segue regras da Resolução nº 2.320/2022 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que determina critérios para o procedimento, como ausência de caráter comercial, consentimento formal e exigências médicas e familiares. Conforme o g1, quando os requisitos são atendidos, o registro é feito diretamente em nome dos pais biológicos.






