O Conselho Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro da UFRJ aprovou a criação de uma política de ação afirmativa que reserva 2% das vagas em cada curso de graduação para pessoas transgênero ou travestis.
A medida será aplicada via Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e valerá já a partir da edição de 2026.
De acordo com a universidade, a iniciativa faz parte de um esforço institucional de “reparação histórica e promoção do acesso à educação superior dessa comunidade”. O reitor da UFRJ destacou que as cotas representam “um mecanismo de justiça social e de reparação”.
A UFRJ integra assim o conjunto de instituições brasileiras que adotam cotas para pessoas trans, ao lado de universidades como Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Embora a votação tenha registrado 31 votos favoráveis e 1 abstenção, a proposta teve aprovação quase total, o que evidencia consenso institucional sobre a medida.
Acesso à educação
Especialistas apontam que essa reserva de vagas pode ampliar significativamente as oportunidades de acesso à educação superior para pessoas trans, historicamente expostas a exclusão, discriminação e barreiras de ingresso acadêmico. A iniciativa também pode impulsionar políticas de apoio e acompanhamento para esse público dentro das universidades.
Com a vigência a partir de 2026, a UFRJ abre caminho para que outras instituições avaliem ou implementem políticas semelhantes, reforçando o papel da educação superior como espaço de inclusão e equidade.









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