Como ajudar a criança a enfrentar o Bullying?

Mais da metade de pais brasileiros têm medo de que seus filhos façam bullying ou cyberbullying contra outras crianças.

  • O bullying é uma prática descrita como sendo todo e qualquer ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitiva que ocorre sem motivação clara.

    Pode ser praticado por um indivíduo ou grupo, contra apenas uma ou direcionado a mais pessoas, geralmente com o objetivo de intimidar ou agredir, causando desconforto às vítimas.

    Entre as sensações que essa agressão pode gerar em um indivíduo estão a angústia, o medo, a sensação de desamparo, entre outros sentimentos negativos e que podem prejudicar a vida de uma criança ou adulto.

    De acordo com um estudo recente, promovido pela McAfee e com abrangência mundial, mais da metade dos pais brasileiros têm receio de que seus filhos pratiquem o bullying ou cyberbullying contra outras crianças.

    Ainda de acordo com o estudo, crianças e adolescentes do Brasil, quando comparadas à jovens de outros países, são os que menos falam sobre o assunto com a família. “Os motivos que sustentam esta prática são variados e as consequências psicológicas dessa ação podem perdurar por toda uma vida”, esclarece a psicóloga da Vibe Saúde, Milena Fernandes Mata.

    Segundo a psicóloga, os pais podem usar alguns pontos de atenção para identificar se a criança está sofrendo ou praticando o bullying:

    • Refletir com a criança sobre a diferença entre brincadeira e bullying;

    • Estimular a pesquisa sobre o tema que explique o que é o bullying e suas consequências;

    • Construir diálogos onde ele(a) se sinta visto(a), ouvido(a) e acolhido(a) em suas vivências e seja convidado(a) a refletir sobre seus comportamentos;

    • Ressaltar as qualidades da criança também é importante. Elas podem servir como estímulo para o processo de mudança;

    • Contar com uma rede de apoio é importante, porém sempre tomando cuidado para não expor a criança a situações adversas.

    Milena ainda destaca que o diálogo também pode prevenir que a criança seja a provocadora dessa violência. “Estimular a empatia, o ato de se colocar no lugar do outro para pensar como seria se isso estivesse acontecendo com a própria criança. Quando os pais percebem um comportamento violento é importante ensinar sobre o pedido de desculpas e estabelecer com a criança novas formas de agir”, explica.

    A psicóloga afirma que a busca por um profissional especializado nessas situações pode fazer toda a diferença e é essencial para identificar a ocorrência do bullying em escolas, meio familiar e outros ambientes de convívio infantil.

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